- O PMI industrial dos EUA ficou em 55,1 em maio, leitura final, frente a 54,5 em abril.
- A leitura ficou acima do consenso, que esperava recuo para 53,2 pontos.
- A maior parte da força vem do aumento de estoques em meio à guerra no Irã, segundo o economista-chefe da S&P Global.
- A produção industrial avançou pelo segundo mês seguido, em linha com a recuperação da carteira de encomendas.
- A cautela persiste: atrasos na cadeia de suprimentos atingem o nível mais alto desde agosto de 2022, elevando custos de produção e pressionando a inflação nos próximos meses.
O PMI industrial dos EUA, apurado pela S&P Global, subiu a 55,1 em maio na leitura final, ante 54,5 de abril e acima do consenso, que esperava recuo para 53,2. O dado confirma a expansão da atividade manufatureira, mantendo o índice no maior nível em quatro anos.
Segundo a S&P Global, a produção industrial avançou pelo segundo mês consecutivo, impulsionada por uma recuperação na carteira de encomendas. A leitura mostra força da indústria, mesmo diante de incertezas externas e pressões sobre custos.
Entretanto, o estudo aponta que parte do dinamismo vem do aumento de estoques. A guerra no Irã elevou preocupações com preços e dificuldades de abastecimento, estimulando compras de segurança. A incidência de atrasos na cadeia de suprimentos permanece elevada.
O economista-chefe de negócios Chris Williamson alerta que o acúmulo de estoques pressiona custos de produção, o que pode sustentar pressões inflacionárias nos próximos meses. Atrasos logísticos e riscos geopolíticos continuam a influenciar o cenário.
Estoques e custos sob escrutínio
A pesquisa sinaliza que o acervo de insumos e produtos em estoque favorece a resiliência a curto prazo, mas aumenta custos. Além disso, a cadeia de suprimentos enfrenta uma das taxas mais altas de atrasos desde agosto de 2022, conforme o levantamento.
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