- A Petrobras reduziu em 14,2% o preço do querosene de aviação para as distribuidoras em 1º de junho de 2026, com queda de R$ 0,93 por litro.
- A queda acompanhou a estabilização do mercado internacional de petróleo, após tensões no Oriente Médio mostrarem sinais de alívio.
- O QAV (querosene de aviação) é um dos itens mais caros para as companhias e, com a baixa do combustível, pode haver freio ou redução no valor das passagens.
- No acumulado de 2026, o combustível acumula alta de 54,5%, sendo R$ 1,98 por litro mais caro que no fim de 2025; desde o fim de 2022 houve queda real de 5,8% pela inflação.
- O governo prorrogou até o fim de julho a isenção de impostos sobre venda e importação do querosene de aviação e do biodiesel; distribuidoras podem pagar parte do reajuste na compra e dividir o saldo em seis parcelas.
A Petrobras reduziu em 14,2% o preço do querosene de aviação para as distribuidoras em 1º de junho de 2026, acentuando a queda de R$ 0,93 por litro. A medida ocorre em meio a uma correção do mercado internacional de petróleo, influenciada por tensões no Oriente Médio.
A melhora no cenário das cotações internacionais foi o principal motor da redução. As sinalizações de alívio nas tensões geopolíticas contribuíram para queda do custo da matéria-prima, que acompanha uma fórmula de precificação brasileira, atuando como amortecedor de oscilações.
O QAV, sigla para querosene de aviação, é um combustível essencial para aeronaves de grande porte e representa parte relevante dos custos operacionais das companhias. Quedas nesse insumo podem colaborar para reduzir despesas e, potencialmente, frear reajustes de passagens.
Impacto no custo agregado de 2026
Mesmo com a redução de junho, o acumulado do ano mostra alta de 54,5% no custo do combustível, frente ao início de 2026. Em relação ao fim de 2025, o avanço é de R$ 1,98 por litro.
Medidas do governo para aliviar o setor
Na última semana, o governo estendeu até julho a isenção de impostos sobre venda e importação do querosene de aviação e do biodiesel. O objetivo é diminuir custos para o setor aéreo e evitar repasse integral ao preço final das passagens.
Condições de pagamento para as distribuidoras
Para facilitar o fluxo de caixa, a Petrobras manteve um programa de parcelamento: parte do reajuste pode ser paga no ato da compra e o saldo pode ser quitado em até seis parcelas mensais. A medida busca manter o abastecimento sem pressões financeiras imediatas.
Conteúdo produzido pela Gazeta do Povo com apuração de sua equipe de repórteres. Para mais detalhes, leia a reportagem completa.
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