- A Abu Dhabi Ports comprou a CLI por US$ 835 milhões, dos quais US$ 500 milhões em equity value e o restante em assunção de dívidas, fortalecendo sua entrada na América Latina.
- A CLI é dona de terminais agrícolas no Porto de Santos e no Porto de Itaqui, no Maranhão, operando conjuntamente.
- A transação envolve a gestora IG4 e a australiana Macquarie, que detinha 50% da CLI; a AD Ports passou a adquirir 100% do negócio.
- O negócio tem múltiplo de EV/EBITDA de cerca de oito vezes, considerado alto por envolver ativos finitos.
- No ano anterior, os dois ativos movimentaram mais de dezessete milhões de toneladas de grãos e açúcar; a CLI registrou receita próximo de R$ 1 bilhão, EBITDA de R$ 556 milhões e prejuízo de R$ 12,7 milhões.
A Abu Dhabi Ports anunciou a compra da CLI, dona de dois terminais agrícolas no Porto de Santos (SP) e no Porto de Itaqui (MA), por US$ 835 milhões. Do total, US$ 500 milhões correspondem a equity e o restante a assunção de dívidas.
A operação marca a entrada da AD Ports na América Latina e é a maior aquisição da companhia, que vale cerca de US$ 6 bilhões na Bolsa de Abu Dhabi e tem feito movimentações de M&A nos últimos anos.
O processo ocorreu após negociações iniciadas no início do ano passado. A CLI era controlada pela IG4 com 50%, enquanto Macquarie detinha os 50% restantes e inicialmente não pretendia sair.
No fim do ano, a AD Ports passou a buscar a compra de 100% do negócio, tornando a aquisição mais competitiva. A transação resultou de ofertas envolvendo as partes interessadas, segundo fontes próximas.
Os terminais de Santos e Itaqui somaram mais de 17 milhões de toneladas de grãos e açúcar no último ano, correspondendo a cerca de 10% do volume exportado pelo Brasil.
A CLI teve receita de quase R$ 1 bilhão, EBITDA de R$ 556 milhões e prejuízo de R$ 12,7 milhões no último exercício, segundo dados regulatórios.
Para a AD Ports, o investimento está alinhado à estratégia de segurança alimentar da região, ampliando o escoamento de alimentos via infraestrutura portuária.
O BTG Pactual assessorou a AD Ports, com suporte jurídico do Machado, Meyer. A CLI atuou com Citi contratado, além de Pinheiro Neto e Lefosse.
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