- O Banco do Japão recebeu pedidos para pausar ou desacelerar a redução das compras de títulos a partir do ano fiscal de 2027, segundo ata de reunião com instituições financeiras de 21 e 22 de maio.
- As solicitações serão consideradas ao revisar o plano de redução de títulos até março do próximo ano e ao apresentar o novo plano para 2027 na reunião de 15 e 16 de junho.
- A ata indica cautela no plano de aperto quantitativo, em curso desde 2024 para desfazer o vasto programa de estímulo de uma década, sob a presidência de Kazuo Ueda.
- Atualmente, o banco vem reduzindo as compras gradualmente, com queda de 200 bilhões de ienes por trimestre, mantendo ritmo de cerca de 2,1 trilhões de ienes por mês no ano fiscal que começa em abril de 2027.
- Há divergência entre os participantes: alguns defendem manter o ritmo atual além de 2027, enquanto outros sugerem reduzir as compras mensais em 100 a 200 bilhões de ienes por trimestre.
O Banco do Japão recebeu um número significativo de pedidos para pausar ou desacelerar a redução das compras de títulos a partir do ano fiscal de 2027. As solicitações foram apresentadas na ata de uma reunião com investidores em títulos realizada em 21 e 22 de maio. A informação foi divulgada nesta terça-feira.
A ata registra posições dos participantes sobre o plano de redução de ativos, que será revisado pelo BOJ na reunião de 15 e 16 de junho, quando também será apresentado um novo desenho para o ano fiscal de 2027. A documentação reforça a expectativa de cautela na condução do aperto monetário do banco.
O tema central envolve o ritmo das compras de títulos públicos do Japão, que vêm sendo reduzidas gradualmente. Atualmente, o BOJ diminui as aquisições mensais em 200 bilhões de ienes a cada trimestre, em busca de um caminho de normalização sem desestabilizar o mercado.
Entre os relatos da ata, há visões para manter o ritmo atual de compras, mesmo após 2027, com um participante argumentando que o nível atual se aproxima do observado antes de 2013, quando o banco lançou um programa maciço de ativos.
Outra opinião sustenta a necessidade de manter a compra mensal para alinhar a moeda ao crescimento econômico, enquanto ao menos mais uma posição defende reduzir a compra em 100 bilhões de ienes ou 200 bilhões de ienes por trimestre.
Mudanças de tema: impactos e cenários
A ata aponta que manter o ritmo atual pode evitar pressões sobre o mercado monetário, mas pode exigir ajuste de saldo de reserva ao longo do tempo. O documento sinaliza, ainda, que o banco avaliará impactos macroeconômicos antes de confirmar novos planos. O foco continua em equilibrar estímulo histórico com a normalização gradual.
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