- A Amcham Brasil afirma que o relatório preliminar dos EUA recomenda tarifas adicionais de 25% e abre janela para negociação, para evitar as medidas.
- O documento cita avanços em algumas áreas e traz uma lista de exceções, com produtos dos quais os EUA dependem, como suco de laranja e carnes.
- As negociações foram intensificadas após o encontro entre Lula e Trump em maio, com previsão de decisão final para 15 de julho.
- A Amcham alerta que as tarifas, se confirmadas, elevam custos, reduzem a competitividade e dificultam o comércio e os investimentos entre os dois países.
- O Escritório do Representante de Comércio dos EUA abrirá consulta pública para comentários do setor privado antes do relatório definitivo; há expectativa de um segundo relatório sobre importação de produtos com trabalho forçado que pode resultar em tarifas para cerca de 60 países, incluindo o Brasil.
A Amcham Brasil informou nesta terça-feira que o relatório preliminar do governo dos EUA recomenda tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros, mas abre espaço para negociação. O documento aponta avanços em áreas específicas e sinaliza continuidade do diálogo até a decisão final, prevista para 15 de julho.
A entidade destaca que, se confirmadas as tarifas, haveria aumento de custos, redução de competitividade e entraves ao comércio e aos investimentos entre Brasil e Estados Unidos. A ligação entre o Lula e o ex-presidente Trump, em 7 de maio, é citada como marco das negociações.
A Amcham ressalta que o relatório ainda não é definitivo e reforça a possibilidade de evitar novas tarifas. O setor privado espera maior esforço bilateral nas próximas semanas para chegar a uma solução que aborde as questões em discussão.
Diálogo e impactos econômicos
Segundo a Amcham, o relatório indica que houve intensificação do diálogo após o encontro entre Lula e Trump e que as negociações devem seguir até a conclusão do processo. A instituição cita que as tarifas poderiam impactar custos de produção e a atratividade de investimentos.
A Câmara também acompanha o andamento de um segundo relatório de investigação comercial, ligado à importação de produtos com uso de trabalho forçado. A expectativa é de que o relatório inicial possa resultar em novas tarifas para cerca de 60 países, incluindo o Brasil.
Ainda segundo o governo americano, o Banco Central do Brasil é apontado como favorecendo o serviço de pagamento instantâneo de forma considerada discriminatória em relação a meios de pagamento estadunidenses. A questão aparece entre os fatores avaliados.
O relatório também menciona falhas no combate à importação, distribuição, venda e uso de produtos falsificados, citando a rua 25 de Março como exemplo. Em seguida, o USTR abrirá uma consulta para ouvir o setor privado antes do relatório definitivo.
Entre na conversa da comunidade