- Arvind Krishna afirma que cerca de 30% dos funcionários de suporte e back office podem não ser mais necessários em alguns anos.
- A IBM aponta ganhos de produtividade de US$ 4,5 bilhões desde janeiro de 2023 e economia de 3,9 milhões de horas de trabalho em 2024 com automação e IA.
- Segundo o executivo, a IA não elimina profissionais, mas reorganiza o trabalho, aumentando a escala em áreas como desenvolvimento, vendas, marketing e consultoria, e pressionando funções de suporte.
- Ele descreve o momento como o “dia zero” da IA: sair dos testes para uso em larga escala com poucas aplicações priorizadas antes de expandir.
- O Fórum Econômico Mundial projeta perda de empregos até 2030, mas também criação de novos cargos, dependente de requalificação e adaptação de empresas e trabalhadores.
O CEO global da IBM, Arvind Krishna, afirmou durante a NY Tech Week, em Nova York, que cerca de 30% dos funcionários de suporte e back office podem não ser mais necessários em alguns anos. A previsão acompanha a rotina de adoção da IA na empresa.
Krishna destaca ganhos de produtividade da IA em áreas como desenvolvimento de software, marketing, vendas, atendimento ao cliente e operações corporativas. Entretanto, as funções administrativas devem sofrer maior pressão de automação, exigindo requalificação.
A IBM usa a própria estrutura interna como laboratório. Relatórios internos apontam ganhos de produtividade de US$ 4,5 bilhões desde janeiro de 2023 e economia de 3,9 milhões de horas de trabalho em 2024 com automação de tarefas repetitivas.
A visão é de que a IA reorganize o trabalho, não substitua por completo. Funções de criação de valor podem ganhar escala, enquanto áreas de suporte tendem a reduzir demanda, conforme o executivo.
> Aumento de produtividade no desenvolvimento de software é citado como exemplo. Programadores da IBM estariam cerca de 40% mais produtivos do que há dois anos, com o triplo de contratações de profissionais iniciantes em 2024.
Krishna afirma que queda do custo de desenvolvimento viabiliza produtos antes impensáveis. O ganho de produtividade, porém, não é distribuído de forma uniforme entre as funções.
O Fórum Econômico Mundial projeta mudanças até 2030 que podem eliminar milhões de empregos, mas criar dezenas de milhões de novas vagas. A nota é que a requalificação em larga escala é essencial para o saldo positivo.
Qualificação de profissionais
Arvind Krishna enfatizou que a transição terá custos humanos. Empresas devem investir em requalificação, e trabalhadores precisam aceitar que algumas funções não retornarão ao formato anterior.
O executivo não detalha impactos específicos para países emergentes. Limitou-se a dizer que a região tem potencial para inovação, incluindo o Brasil.
*A jornalista viajou a Nova York a convite da IBM*
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