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Conveniência ou direito? Startup indiana oferece carregar sacolas de compras

Startup em Delhi oferece assistentes para carregar bolsas e carrinhos por até quatro horas, elevando debate sobre privilégio e condições de trabalho no país

Jatinder and Anita Sabharwal hired Anand Kumar from CarryMen to help them when they visited Lajpat Nagar market
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  • A CarryMen oferece assistentes para quem faz compras em Lajpat Nagar, em Delhi, por até quatro horas, com preços a partir de 79 rúpias para 30 minutos (uma hora, 149 rúpias. )
  • A empresa foi criada por Ritu Kandari Srivastava e Kanishka Malhotra, mães de crianças pequenas, após observarem as dificuldades de manusear carrinhos e sacolas em mercados lotados; foi lançada em abril e já abriu um quiosque no local.
  • O serviço gerou debate: há quem veja como uma solução prática para quem tem dificuldades, e há críticos que chamam de privilégio indulgente ou até de exploração.
  • Os clientes, nas últimas seis semanas, têm incluído gestantes, mães com filhos pequenos, idosos e pessoas com deficiência; os Assistentes carregam sacolas, carrinhos e guiam os clientes entre as lojas.
  • Planos futuros incluem expansão para o mercado Chandni Chowk em julho e depois em outros mercados da cidade e do país, com preocupações sobre financiamento e sustentabilidade à medida que cresce.

CarryMen, startup de Delhi, oferece assistentes para carregar compras e empurrar carrinhos em mercados lotados. O serviço funciona em Lajpat Nagar, desde abril, por até quatro horas por cliente. O preço inicial é de 79 rúpias por 30 minutos.

A iniciativa foi criada por Ritu Kandari Srivastava e Kanishka Malhotra, mães de crianças pequenas. O objetivo era tornar as compras mais fáceis em vias movimentadas e confirmar se existia demanda por esse tipo de assistência.

Os fundadores relataram que o serviço surgiu após observarem dificuldade de manusear carrinhos e pares de compras nos mercados locais, que não contam com estruturas como shoppings. O paradigmo de consumo motivou a ideia.

Como funciona e quem utiliza

A empresa registrou a CarryMen, obteve permissões da prefeitura e da polícia, e instalou um quiosque no mercado. Inicialmente recrutou cinco homens, depois duas mulheres, com treinamento intensivo.

Segundo Ritu, a maioria dos clientes nos primeiros dois meses foram gestantes, mães com filhos pequenos, idosos e pessoas com deficiência. Os assistentes carregam carrinhos, guarda-chuvas, cadeiras dobráveis e garrafas de água.

Anand Kumar, um dos CarryMen, contou que o treinamento enfatizou cortesia e tratamento de família. Ele lembrou de um cliente com próteses que confiou nele para contar dinheiro e pagar as compras.

Controvérsias e perspectivas

Críticos enxergam o serviço como demonstração de privilégio e outsourcing de trabalhos simples, potencializando a gig economy. Em redes sociais, surgiram imagens geradas por IA que reforçaram esse debate.

Ritu rejeitou acusações de escravidão ou exploração, destacando que os trabalhadores são funcionários assalariados em tempo integral. Ela afirma que o serviço visa atender quem tem dificuldades para circular nos mercados.

A BBC ouviu moradores locais que disseram que o serviço pode beneficiar grupos como idosos e gestantes, mas a controvérsia persiste entre setores da sociedade. No momento, a empresa negou qualquer modelo de trabalho gig.

Expansão e próximos passos

No mês seguinte ao lançamento, a demanda cresceu de forma constante. A empresa relatou médias de duas a seis reservas diárias, chegando a mais de oito em fins de semana.

Em julho, a CarryMen planeja levar o serviço para o Chandni Chowk, outro mercado movimentado de Delhi, com pretendida expansão gradual para outras áreas da cidade e do país.

Especialistas em trabalho e sindicalismo destacam que a expansão dependerá de financiamento estável, outra variável citada para sustentar o crescimento sem deteriorar condições dos trabalhadores.

A CarryMen conta, atualmente, com sete funcionários em tempo integral e avalia estratégias para manter padrões administrativos conforme a rede se amplia, sem comprometer a qualidade do serviço.

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