- Dólar fechou em R$ 5,009, queda de 0,27% no dia.
- Ibovespa subiu 1,21%, aos 174.284 pontos, após five pregões em queda.
- Estados Unidos abriram consulta pública sobre tarifa de 25% para bens brasileiros, gerando incerteza para exportadores.
- Siderúrgias avançaram entre as altas, com CSN, Usiminas e CSN Mineração em destaque.
- Petróleo teve alta, com Brent em US$ 96 e WTI em US$ 93,76 o barril.
O dólar comercial fechou em queda nesta terça-feira (2), cotado a R$ 5,009, queda de 0,27%. A bolsa brasileira teve recuperação, com o Ibovespa subindo mais de 1% após cinco pregões negativos.
O dia ficou marcado pela tensão com possibilidade de novas tarifas dos Estados Unidos sobre exportações brasileiras. O USTR abriu consulta pública sobre um pacote que pode incluir tarifa de 25% para bens brasileiros, após investigação iniciada em 2025.
O Ibovespa chegou a subir 1,21% no após-mercado, aos 174.284 pontos, com apoio principalmente de mineradoras. A sessão anterior registrou queda de 3,6%, com o índice aos 172.197 pontos, o menor desde 21 de janeiro.
Analistas destacam que a reação depende de como o tema será desdobrado, pois a visão mais ampla envolve incerteza regulatória e diplomática. Caso as tarifas avancem, setores industriais podem perder competitividade no mercado americano.
Entre as ações, CSN, Usiminas e CSN Mineração tiveram altas, impulsionadas pela redução de tarifas de 25% para 15% em importações de equipamentos agrícolas de aço, cobre e alumínio. A repercussão está ligada a mudanças na política externa.
Petróleo mais caro
O Brent para agosto avançou 1,07%, para US$ 96 o barril. O WTI para julho fechou em alta de 1,74%, a US$ 93,76 o barril. A alta acompanha tensão geopolítica e ajustes de demanda no curto prazo.
Estoques globais sob alerta
A Agência Internacional de Energia alertou que reservas globais de petróleo podem alcançar patamares críticos antes do pico de demanda do verão, se a oferta permanecer restrita. A observação ocorre em meio a restrições de fluxo pelo Estreito de Ormuz.
Especialistas destacam que o cenário internacional mantém o petróleo sensível a mudanças de fornecimento e a tensões regionais, o que pode seguir influenciando mercados financeiros nos próximos dias.
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