- Empresários pressionaram o ministro da Agricultura, André de Paula, durante encontro na Associação Comercial de São Paulo, em 2 de maio, para ampliar o crédito privado no setor.
- Além de cobrar crédito rural mais barato, o setor pediu melhoria das condições para contratação de seguro rural, visto como entrave à participação de capital privado.
- A ideia é reduzir o risco das operações com maior proteção contra perdas climáticas, o que facilitaria a entrada de bancos e investidores no financiamento do agronegócio.
- O contexto é de margens mais apertadas, juros elevados, endividamento maior e restrição de crédito, criando demanda por respostas do governo na nova gestão.
- No encontro, empresários enfatizaram que o próximo Plano Safra precisa manter não apenas o volume de recursos, mas também a qualidade de instrumentos como seguro, garantias e atração de capital privado.
O ministro da Agricultura, André de Paula, esteve nesta terça-feira, 2, na Associação Comercial de São Paulo. Empresários cobraram ações para destravar crédito privado no agronegócio. O foco foi ampliar o acesso a recursos com menor custo e menor risco.
Representantes do setor pediram não apenas crédito rural mais vantajoso, mas also melhorias no seguro rural. A percepção é que seguros mais acessíveis e completos reduzem o risco para bancos e investidores.
Para o grupo, sem proteção adequada contra perdas climáticas, bancos ficam mais cautelosos em financiar a produção. Assim, o crédito privado tende a depender menos do Tesouro.
Contexto atual do agro
O cenário atual traz margens apertadas, juros altos e endividamento maior entre produtores. A demanda por respostas rápidas do governo cresce com a nova gestão no Ministério da Agricultura.
André de Paula assumiu com prazo curto para entregar resultados. A expectativa é que o governo fortaleça instrumentos financeiros, incluindo seguro e garantias, para atrair capital privado.
O empresariado afirmou que o Plano Safra precisa ir além do volume de recursos. A qualidade das ferramentas para financiar o setor passa a ser tão relevante quanto o montante anunciado.
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