- A Câmara aprovou o fim da escala 6×1: 472 votos no primeiro turno e 461 no segundo.
- A aprovação ocorreu por consenso, pressionado pela sociedade e em ano eleitoral.
- A PEC nasceu em 2019 e ganhou impulso com a PEC 8/2025, que prevê 4×3; o governo contou com o apoio de Hugo Motta para acelerar a aprovação.
- O impacto econômico estimado pelo FGV IBRE é de perda de valor agregado com a redução para 36 horas; setores intensivos em mão de obra, como varejo, serviços, construção e logística, são os mais afetados, e os custos tendem a ser repassados aos preços.
- Em 2024, a média foi de 38,4 horas semanais; a NR-1 de 2025 traz responsabilidade de cuidados psicossociais nas empresas, alinhando-se à ideia de reduzir estresse e burnout.
O Brasil aprovou na Câmara dos Deputados a ideia de encerrar a escala 6 X 1, com votação expressiva e apoio transversal. A PEC 8/2025, que propõe reduzir a jornada para 40 horas semanais, recebeu 472 votos no primeiro turno e 461 no segundo, em meio a debates sobre produtividade e bem-estar.
A proposta, discutida desde 2019, ressurgiu com a ascenção da PEC 8/2025 apresentada pela deputada Erika Hilton (PSol-SP). A discussão ganhou força nas redes e ganhou contornos nacionais, influenciando o debate público em ano eleitoral.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já atuou no movimento sindical, passou a sinalizar apoio à redução da jornada como negociação coletiva. A mobilização ganhou adesão após pesquisa da Quaest indicando aprovação de 64% pela população.
Impactos econômicos e setoriais
Especialistas alertam para riscos de perda de valor agregado no curto prazo, segundo o índice FGV IBRE, com redução para 36 horas. A queda é menor na transição para 40 horas, porém ainda relevante para setores intensivos em mão de obra, como varejo e logística.
Dados de 2024 indicam 38,4 horas trabalhadas por semana. A mudança pode impactar varejo, serviços, construção e segmentos de logística, que compõem grande parte da força de trabalho. O repasse de custos para preços é esperado pelos setores.
A discussão sobre qualidade de vida está associada à NR-1 de 2025, que impõe responsabilidades de cuidados psicossociais às empresas. A convergência entre PEC e NR aponta para a redução de riscos como estresse, burnout e absenteísmo, com base em evidências da pandemia.
Fatos indicam que empresas que já ajustaram processos antevêm a transição como ganho econômico. O movimento sinaliza que horas trabalhadas e produtividade não caminham de forma isolada do bem-estar do trabalhador.
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