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Febraban defende Pix após investigação comercial nos EUA

Febraban defende Pix após EUA apontarem sistema brasileiro como prática desleal; diz que é infraestrutura de pagamento aberta e competitiva

Pix foi considerado por EUA um mecanismo comercial "desleal"; na foto, um celular com a tela do Banco Central do Brasil aberta
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  • A Febraban defendeu o Pix após os EUA citarem o sistema em investigação comercial sobre práticas desleais brasileiras.
  • O relatório norte‑americano aponta que o Brasil adotou medidas que prejudicariam empresas dos EUA, incluindo o Pix, classificando o sistema como concorrência estatal aos cartões privados.
  • A Febraban disse que o Pix é infraestrutura de pagamento, não produto comercial, e que favorece a competição com modelo aberto, não discriminatório e com participação de bancos, fintechs e instituições financeiras nacionais e estrangeiras.
  • Segundo o setor, o Pix opera em reais, é local e não impede a entrada de novos participantes de qualquer porte ou segmento.
  • A entidade destacou boa expectativa de que contribuições do Banco Central do Brasil e de bancos brasileiros, incluindo os norte‑americanos, ajudem a esclarecer as conclusões do órgão norte‑americano de comércio.

A Febraban defendeu o Pix nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, após o governo dos EUA mencionar o sistema em uma investigação comercial sobre práticas desleais. O relatório norte-americano aponta medidas brasileiras que prejudicariam empresas dos Estados Unidos, incluindo o Pix, e classifica o sistema de pagamentos como uma forma de concorrência estatal aos cartões privados. O documento não detalha sanções, mas sinaliza possíveis impactos no comércio.

A federação brasileira de bancos afirmou que o Pix é uma infraestrutura de pagamento, não um produto comercial, e que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema. Segundo a Febraban, o modelo é aberto e não discriminatório, com participação de bancos, fintechs e instituições financeiras nacionais e estrangeiras. A entrada de novos participantes é permitida desde que operem no mercado nacional, em reais.

Ainda de acordo com a nota, o Pix funciona como sistema de pagamentos local e não impõe restrições a instituições de diferentes portes ou segmentos da indústria financeira, desde que estejam estabelecidas no Brasil. A Febraban reforça que o objetivo é manter o funcionamento eficiente do ecossistema financeiro brasileiro.

A entidade informou ter boa expectativa de que as contribuições do Banco Central do Brasil e de bancos, inclusive os americanos, contribuam para esclarecer as conclusões do órgão de comércio dos EUA. O posicionamento da Febraban busca esclarecer dúvidas sobre a natureza e o papel do Pix no mercado financeiro nacional.

Contexto

  • O que aconteceu: Brasil é citado em investigação norte-americana sobre práticas desleais envolvendo o Pix.
  • Quem está envolvido: Febraban, Banco Central do Brasil, governo dos EUA e instituições financeiras.
  • Quando: 2 de junho de 2026.
  • Onde: Brasil, com referência a qualquer relação comercial com empresas norte-americanas.
  • Por quê: EUA questionam se o Pix compete de forma desleal com cartões de crédito privados; o Brasil sustenta que é infraestrutura de pagamento aberta.

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