- O Google Cloud planeja continuar investindo no Brasil para expandir infraestrutura e operação, segundo o CEO global, Thomas Kurian.
- O país se tornou o hub de expansão mais acelerado da Alphabet no mundo, impulsionado pela demanda por IA e agentes autônomos.
- Os investimentos no Brasil ocorrem em três dimensões: infraestrutura, aumento do tamanho da operação e maior foco em engenheiros especializados em IA, chamados de “forward deployed engineers”.
- A empresa destacou avanços em IA, com 75% dos clientes já usando produtos de IA e aumento no processamento de tokens via API, além do lançamento dos chips proprietários TPUs 8t e 8i para maior performance.
- A unidade de nuvem da Alphabet tem receita anualizada de US$ 70 bilhões e espera que parte significativa dos investimentos em computação para machine learning em 2026 seja destinada a produtos de nuvem.
Google Cloud planeja ampliar investimentos no Brasil para sustentar expansão, segundo Thomas Kurian, CEO global da Alphabet. A meta é atender à demanda por IA e por agentes autônomos no mercado brasileiro, afirmou em entrevista à Bloomberg Línea durante o Google Cloud Next 2026, em Las Vegas.
Kurian ressaltou que o Brasil já é o hub de expansão mais acelerado da empresa e que os investimentos devem ocorrer ao longo do tempo, com foco em infraestrutura e na ampliação da operação local. O executivo não divulgou valores específicos.
A corrida de investimentos em data centers no setor de nuvem ganhou impulso nos últimos anos, com concorrentes anunciando planos no Brasil e na região. A AWS projeta aplicar US$ 11 bilhões; a Microsoft inaugurou dois data centers no país, e o TikTok prepara um estágio de construção em Pecém, Ceará, com atuação de R$ 200 bilhões.
O Google Cloud aponta três dimensões para o avanço no Brasil: infraestrutura, expansão do tamanho da operação e desenvolvimento de talentos. Kurian destacou a necessidade de equilibrar contratação com a qualidade, para manter o avanço sustentável.
Outra frente relevante envolve o aumento da demanda por IA. O CEO destacou o conceito de forward deployed engineers, profissionais altamente especializados capazes de aplicar soluções de IA em contextos reais. A empresa planeja ampliar esse domínio no Brasil neste ano.
Dados apresentados no evento mostram a progressão da IA entre clientes: 75% já utilizam produtos de IA, e o volume de tokens processados via API atingiu 16 bilhões por minuto, frente a 10 bilhões em dezembro. O avanço é acompanhado pela atualização de hardware.
Para sustentar a infraestrutura, a Alphabet lançou a oitava geração de chips proprietários, os TPUs 8t e 8i, com maior poder de processamento e eficiência de custo para milhões de agentes simultâneos. A estratégia inclui reforço em cibersegurança com a aquisição da Wiz, por US$ 32 bilhões.
Com receita anualizada de US$ 70 bilhões na unidade de nuvem, a Google projeta que mais da metade do investimento em computação para machine learning em 2026 será destinado a produtos de nuvem, consolidando a integração entre infraestrutura avançada e IA aplicada.
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