- A Saab apresentou o Gripen F‑39F para a Força Aérea Brasileira, primeira unidade biposto, integrada ao acordo de 36 caças assinado em 2013.
- O Brasil participa da transferência de tecnologia, com Engenheiros da Embraer e empresas brasileiras (Akaer e AEL Sistemas) em diversas fases do projeto; componentes produzidos em Gavião Peixoto já abastecem clientes do Gripen.
- O Gripen F mantém as capacidades do Gripen E, mas inclui um segundo cockpit para instrutor ou segundo operador, ampliando a coordenação de missão em cenários complexos.
- A produção atual ocorre, inicialmente, na Suécia, enquanto o Brasil avança com a linha de Gripen E monoposto em Gavião Peixoto, fortalecendo a nacionalização da cadeia produtiva.
- Próximos passos: o Gripen F passa por testes na Suécia; há encomendas confirmadas de Tailândia e Colômbia, com foco em aumentar o portfólio de clientes internacionais.
O Gripen F-39F, versão biposto do caça fabricado pela Saab, foi apresentado à Força Aérea Brasileira (FAB) na terça-feira (2). A unidade destinada ao Brasil integra o acordo de 36 caças assinado em 2013. A cerimônia ocorreu nas instalações da Saab em Linköping, na Suécia.
A aeronave marca mais um passo do programa brasileiro, que reúne aquisição, transferência de tecnologia e participação da indústria nacional. Em Gavião Peixoto (SP), a linha de produção de componentes já abastece clientes do Gripen em diferentes mercados, segundo Peter Dölling, presidente da Saab Brasil.
O Gripen F mantém as capacidades do E, mas soma um segundo cockpit para instrutor ou segundo operador de missão. Segundo a Saab, a dupla ocupação amplia a distribuição de tarefas e a coordenação de sistemas, especialmente em missões complexas.
Brasil como parceiro de desenvolvimento
O acordo de 2013 prevê a participação de engenheiros da Embraer, além de Akaer e AEL Sistemas, responsáveis por diversas etapas do projeto. O Brasil também passou a sediar parte da produção, com a linha de Gavião Peixoto inaugurada em 2023.
Segundo a Saab, as componentes produzidas no país já atendem a toda a linha Gripen, independentemente do cliente, mantendo padrões de qualidade equivalentes aos da produção na Suécia. A produção brasileira, por ora, concentra-se no Gripen E monoposto, enquanto o F é fabricado na Suécia.
Entretanto, o programa prevê expansão da participação brasileira com o avanço de etapas produtivas no país. A confirmação de encomendas do Gripen F por outros clientes, como Tailândia e Colômbia, sustenta a estratégia de nacionalização gradual.
Próximos passos
Antes do envio à FAB, o primeiro Gripen F passa por testes no Centro de Ensaios em Voo, na Suécia. A Saab informou que o F biposto já tem interessados adicionais no mercado internacional.
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