- No ano passado, oito reais de cada dez investidos em infraestrutura no Brasil vieram da iniciativa privada (R$ 8,40 em cada R$ 10), conforme Barômetro da Infraestrutura da EY-Parthenon.
- 54,2% dos entrevistados têm percepção favorável em relação aos investimentos nos próximos seis meses.
- Para estimular investimentos de longo prazo, são importantes previsibilidade, segurança jurídica e projetos bem modelados com viabilidade econômica.
- São Paulo começou a usar o diálogo competitivo para atrair capital privado, especialmente em projetos de alta complexidade.
- Saneamento lidera as intenções de investimento nos próximos três anos, seguido por rodovias, energia, ferrovias e mobilidade urbana; há também expansão de participação privada em infraestrutura social, como hospitais e escolas.
Em 2025, o Barômetro da Infraestrutura, da EY-Parthenon, aponta que oito em cada dez reais investidos no setor no ano anterior vieram da iniciativa privada. O total mostra a relevância do capital privado para ampliar a capacidade produtiva do país.
A pesquisa ouviu empresários e especialistas, e indica otimismo recorde: 54,2% dos entrevistados avaliam positivamente os investimentos nos próximos seis meses. O estudo destaca a necessidade de previsibilidade e regras estáveis para investimentos de longo prazo.
A IMPORTÂNCIA de contratos bem estruturados ficou evidente. Em ano de eleições, a segurança jurídica e projetos economicamente viáveis ajudam a atrair recursos privados e a reduzir a dependência de recursos públicos, com obras que costumam exigir prazos de dois ou três governos.
Estrutura de governança e instrumentos
Essas diretrizes devem virar política de Estado, valendo para todos os entes federativos, independentemente de quem governa. Concessões e PPPs aparecem como modelos já consolidados para ampliar a participação privada.
O texto enfatiza que obras complexas, como rodovias e mobilidade urbana, precisam de planejamento rigoroso para evitar atrasos e custos adicionais. Sem conclusão prevista, o passivo público pode crescer.
Ferramentas para atrair recursos existem. Em São Paulo, o uso do diálogo competitivo tem se mostrado mais assertivo para projetos com alta complexidade, mesmo estando previsto na lei desde 2021.
Tendências de investimento e impactos
A participação privada na estruturação previa estudos técnicos, ganhos de previsibilidade e melhoria na qualidade dos projetos. A ideia é reduzir riscos de execução, como atrasos ou falhas na conclusão.
O saneamento básico lidera as intenções de investimento para os próximos três anos. O Marco Legal do Saneamento, de 2020, trouxe previsibilidade e segurança jurídica para ampliar o acesso a água e esgoto.
Outros setores com potencial são rodovias, energia, ferrovias e mobilidade urbana. Este último ganha força para tornar as cidades mais funcionais, estimulando o transporte coletivo.
O planejamento urbano também busca aproximar trabalho e moradia, fortalecendo planos diretores. A participação privada pode ocorrer por meio de revisão de diretrizes urbanas para fortalecer políticas públicas.
Casos e referências
Ao longo das edições, cresce a atuação da infraestrutura social. O setor público tem dividido a construção, reforma e gestão de hospitais, escolas e parques com a iniciativa privada.
Como exemplo, o Hospital do Subúrbio, em Salvador, inaugurado em 2010, é citado como primeira experiência de PPP na área da saúde pública no Brasil. A construção foi do estado, com participação de consórcio para gestão.
Não faltam oportunidades para investir em infraestrutura no Brasil. O país possui demanda por crescimento sustentável e a iniciativa privada tem interesse, desde que haja condições estáveis e previsíveis.
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