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Maioria das empresas aplica IA para IA, diz executivo da Totvs

Cristiano Nóbrega, da Totvs, aponta que noventa por cento do esforço em IA é em dados; empresas devem priorizar a dor de negócio e casos de uso reais

Escritório da TOTVS: exemplo de inovação relevante em plataformas, software e negócios digitais no país (Divulgação/Divulgação)
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  • Cristiano Nóbrega, chief AI officer da Totvs, afirmou no AI Summit que noventa por cento do esforço em projetos de IA está nos dados.
  • Ele disse que muitas empresas aplicam IA para IA sem clareza da dor a resolver e pediu que se comece pela definição do problema, não pela escolha do modelo.
  • Apresentou a “pirâmide das prioridades da IA”: identificar o caso de uso, definir os dados necessários e só então escolher o modelo adequado.
  • Ressaltou que existem várias categorias de IA para atender necessidades distintas; nem todo problema exige tecnologias mais sofisticadas, indo de algoritmos tradicionais a IA generativa e agentes autônomos.
  • Destacou a importância da eficiência de custos e afirmou que cerca de noventa por cento dos projetos envolvem engenharia de dados, com a qualidade das informações determinante para o sucesso.

Cristiano Nóbrega, chief AI officer da Totvs, afirmou no AI Summit, promovido pela EXAME, que a maioria das empresas aplica IA sem defender a dor a ser resolvida. O evento ocorreu nesta terça-feira, 2, em formato de painel, segundo a apresentação dos organizadores.

O executivo ressaltou a necessidade de inverter a lógica dos projetos de IA. Em vez de começar pela escolha do modelo, o ponto de partida deve ser a definição do problema de negócio a ser resolvido. Ele apresentou a ideia de uma “pirâmide das prioridades da IA”.

Segundo Nóbrega, o mercado vive uma fase em que quase toda iniciativa corporativa é associada à IA. Embora reconheça o potencial da tecnologia para acelerar transformação digital, ele alerta para a criação de projetos sem objetivos claros.

Antes de adotar IA, há uma camada crucial: entender qual é a dor a ser resolvida. Essa visão norteou a apresentação, que descreve uma sequência: identificar o caso de uso, definir os dados necessários e, por fim, escolher o modelo adequado.

O executivo explicou que diferentes categorias de IA atendem necessidades distintas. Nem todo problema exige soluções sofisticadas; podem ser suficientes algoritmos tradicionais, sistemas de recomendação ou chatbots.

Ele enfatizou que quanto mais próximo o uso estiver de agentes de IA, maior a complexidade e a autonomia envolvidas. Contudo, isso não significa que essa seja a melhor opção para todos os casos.

A ideia de cost efficiency foi recorrente. Projetos de IA devem ser avaliados pelo retorno operacional, não apenas pelo potencial tecnológico, destacou Nóbrega. Sessões indicaram que 90% do esforço está nos dados.

Dados continuam sendo o principal desafio, segundo o executivo. A popularização de grandes modelos gerou a impressão de que a tecnologia é o principal obstáculo, mas, na prática, a preparação e organização de dados demandam maior implementação.

Nóbrega destacou a qualidade das informações como fator determinante para o sucesso. Empresas que focam apenas em modelos enfrentam risco de não entregar ganhos de produtividade concretos.

A palestra integrou o AI Summit e reuniu executivos interessados em estratégias de adoção de IA em ambientes corporativos. As orientações enfatizam uma abordagem pragmática, com foco em problemas mensuráveis.

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