- Olli Rehn, dirigente do BCE e presidente do BC da Finlândia, disse que um possível aumento de juros em junho deve ser visto como precaução, não como resposta a pressões inflacionárias já consolidadas.
- Ele destacou que, com a guerra no Oriente Médio, os riscos inflacionários aumentaram e o crescimento pode ser mais fraco no curto prazo.
- A transmissão de preços de energia para salários e inflação geral pode intensificar esse cenário, dependendo de como o conflito evoluir.
- Rehn ressaltou a necessidade de monitorar os dados com extrema atenção e estar preparado para um conflito prolongado no Estreito de Ormuz.
- Classificou a guerra como um choque estagflacionário: perspectivas de crescimento enfraquecidas e inflação elevada, o que não é bom para a Europa, mas pode haver adaptação caso evolua de forma mais favorável.
Olli Rehn, dirigente do BCE e presidente do Banco Central da Finlândia, afirmou que um possível aumento de juros na reunião de junho deve ser visto como uma medida de precaução, não como resposta a pressões inflacionárias já consolidadas. O pronunciamento ocorreu em discurso nesta terça-feira (2).
Segundo o dirigente, os riscos inflacionários aumentaram, mas o cenário pode mudar caso o conflito no Oriente Médio se prolongue e a transmissão de preços de energia para salários e para a inflação geral se fortaleça mais do que o observado até agora. Ele ressaltou a necessidade de monitoramento atento aos dados econômicos.
Rehn também alertou sobre a possibilidade de um conflito prolongado pelo controle do Estreito de Ormuz e classificou a war como essencialmente um choque estagflacionário, com crescimento fragilizado e inflação elevada no curto prazo. Ele destacou que essa é uma perspectiva ruim para a Europa, mas que é preciso estar preparado. Se os acontecimentos evoluírem de forma mais positiva, a adaptação tende a ser mais fácil.
Contexto e implicações para o BCE
O dirigente destacou que a avaliação sobre política monetária depende da evolução do comércio e dos preços internacionais. Caso haja desaceleração do conflito ou de suas consequências econômicas, o Banco Central pode ajustar as projeções com base nos novos dados, mantendo o foco na estabilidade de preços a longo prazo. A comunicação continua a enfatizar cautela na resposta a choques externos.
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