- A representação comercial dos Estados Unidos (USTR) publicou uma decisão que pode elevar para 25% as tarifas de importação de produtos brasileiros, gerando preocupação no setor industrial brasileiro.
- A medida está em avaliação e pode entrar em vigor até julho, após audiências promovidas pelo USTR; o prazo para reversão é até 15 de julho.
- Entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Firjan, Fiesp e Fiemg já atuam para tentar reverter a decisão, buscando diálogo diplomático com autoridades brasileiras e americanas.
- A Firjan afirma que a decisão aumenta a incerteza e pode impactar investimentos, empregos e renda no Brasil e nos Estados Unidos.
- As federações destacam a importância de manter uma atuação firme e técnica do governo brasileiro para evitar prejuízos às exportações brasileiras e ampliar lista de produtos isentos.
A decisão da representação comercial dos Estados Unidos (USTR), publicada na manhã desta terça-feira (2/6), pode elevar para 25% as tarifas de importação sobre produtos brasileiros. A medida tem o potencial de impactar o apetite de investimento e o fluxo comercial entre Brasil e EUA, ainda que não haja efeito imediato.
Entidades do setor já se mobilizam para tentar reverter a medida. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) participa das audiências promovidas pelo USTR até 15 de julho, prazo para a possível entrada em vigor da tarifa. A Firjan já integra a investigação em curso, junto com a CNI e outros representantes setoriais, defendendo negociações objetivas para proteger a indústria brasileira.
Reação das entidades
A Firjan ressalta que, mesmo sem efeito imediato, a decisão aumenta a imprevisibilidade no relacionamento Brasil-EUA e pode afetar investimentos, empregos e renda. Em São Paulo, a Fiesp reafirma o compromisso de apoiar autoridades brasileiras e americanas para reverter a decisão, destacando a importância de uma atuação rápida do governo.
A Fiemg também expressa preocupação com os impactos, dado que os EUA são destinos relevantes para as exportações de itens industriais e agrícolas, como carne bovina, café e suco de laranja. A entidade enfatiza a necessidade de ampliar a lista de produtos isentos e preservar a competitividade das empresas brasileiras.
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