- Ouro futuro para agosto na Comex subiu 0,30%, fechando a US$ 4.519,9 por onça-troy.
- O mercado seguiu sensível aos desdobramentos no Oriente Médio e às oscilações do petróleo, que avançaram e pressionaram o metal precioso.
- Mídia iraniana indicou fim das tratativas com os EUA após o ataque israelense ao Líbano, enquanto o governo americano afirma que as negociações continuam.
- Analistas ressaltam a incerteza sobre a viabilidade de um acordo entre EUA e Irã, o que gera ambiente de volatilidade.
- O movimento de preços refletiu o equilíbrio entre expectativas de acordo e riscos regionais.
O ouro fechou em leve alta na sessão desta terça-feira, 2, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). Contratos com entrega para agosto subiram 0,30% e foram cotados a US$ 4.519,90 por onça-troy.
A movimentação refletiu desdobramentos no Oriente Médio e oscilações no mercado de energia. Informações conflitantes sobre negociações entre Estados Unidos e Irã aumentaram a incerteza entre investidores e ajudaram a pressionar o petróleo para cima, impactando o comportamento do metal precioso.
Na tarde de hoje, relatos da imprensa iraniana indicaram que as tratativas teriam chegado a um fim após ataques israelenses ao Líbano. No entanto, autoridades dos EUA, incluindo o presidente Donald Trump, afirmaram que as conversas seguem em pauta, mantendo o cenário de dúvidas entre os agentes do mercado.
Analistas ouvidos pelo setor — como Fawad Razaqzada, da Forex.com — destacam que, embora haja expectativa de acordo, o momento visto como improvável persiste. A volatilidade sobre o tema geopolítico permanece como fator-chave para o ouro.
Contexto geopolítico e impactos no mercado
A incerteza sobre o andamento das negociações EUA-Iran ajuda a explicar o comportamento recente do ouro. Enquanto o ouro busca equilíbrio, o petróleo mostra alta, influenciando o humor dos investidores e a leitura de risco global.
O ouro é negociado em patamar próximo a US$ 4,52 mil a onça-troy, com variações diárias sensíveis a notícias sobre sanções, ataques regionais e estratégias de energia. O cenário geopolítico continua a dominar a pauta de preço nos mercados.
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