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Participação feminina em comando corporativo permanece aquém do necessário

Presença feminina em conselhos do Ibovespa chega a 22,8% e nas diretorias, a 17,1%; avanço ainda insuficiente para metas de diversidade

Presença de mulheres em conselhos de administração de companhias do Ibovespa passou de 21,3% para 22,8% e nas diretorias executivas, de 16,4% para 17,1%
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  • Em 2026, a participação feminina em conselhos de administração de empresas do Ibovespa passou de 21,3% para 22,8%, e nas diretorias executivas de 16,4% para 17,1%.
  • O aumento de 2026 (6,7% nos conselhos e 4,6% nas diretorias) foi superior aos avanços dos dois anos anteriores; 2025 teve altas de 2,8% e 2,6%, respectivamente, e 2024 de 3,5% e 1,3%.
  • Especialistas dizem que o ritmo ainda é lento e insuficiente, citando barreiras como rede de contatos, maternidade e vieses inconscientes.
  • Países com políticas de inclusão, como Reino Unido e Itália, apresentam avanços maiores; a B3 mantém projeto similar para incentivar diversidade.
  • Estudos sobre diversidade indicam benefícios variados e, em alguns casos, ausência de evidência de impacto direto no desempenho financeiro, reforçando a necessidade de maior representatividade para refletir a sociedade.

O número de mulheres em cargos de liderança no Ibovespa manteve o avanço, mas ainda não atinge o patamar desejado. Em 2026, a participação em conselhos de administração subiu de 21,3% para 22,8%, e a presença em diretorias executivas subiu de 16,4% para 17,1%.

Esse ritmo é superior aos de anos anteriores, mas especialistas avaliam que o avanço ainda é lento. Em 2025, os aumentos foram de 2,8% nos conselhos e 2,6% nas diretorias; em 2024, 3,5% e 1,3%. O ano de 2023 apresentou o salto mais significativo, com crescimento de 22% nos colegiados e 14,5% nas diretorias, neste caso partindo de bases menores.

Contexto internacional

Analistas destacam que países com políticas ativas de inclusão apresentaram avanços maiores. O Reino Unido, por exemplo, tem programas que exigem explicações corporativas se metas não são cumpridas, e a pressão pública acompanha as mudanças. Na Itália, há lei que obriga a presença de mulheres em CAs, com participação de cerca de 39% nas maiores empresas.

Barreiras à ascensão

Especialistas apontam três entraves recorrentes: a rede de contatos, que favorece indicações entre grupos já formados; a falta de oportunidades, incluindo impactos da maternidade; e vieses, julgamentos inconscientes que dificultam promoções de mulheres.

Perspectiva de atuação e impactos

Pesquisadoras da área de governança ressaltam que maior diversidade é benéfica para representar diferentes stakeholders, mesmo que não haja consenso definitivo sobre impactos diretos no desempenho financeiro. Estudos indicam que a relação entre igualdade de gênero e resultados corporativos ainda é inconclusiva, mas a diversidade é vista como elemento relevante para a governança.

Visão de especialistas brasileiros

Líderes de consultorias reconhecem avanços, mas ressaltam que o Brasil ainda não atingiu metas de equilíbrio de gênero. O cenário é considerado mais positivo quando há compromisso institucional, como programas que estimulam metas de diversidade, aliando governança a objetivos de inclusão.

Casos na prática

Executivas que atuam em grandes grupos destacam a mudança de cultura ao longo de duas décadas. Em companhias como Magazine Luiza e MRV, a participação feminina em conselhos tem crescido e contribuído para a percepção de que a diversidade já virou pauta estruturante, ainda que haja resistência residual em alguns setores.

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