- O governo dos EUA propôs uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, após identificar práticas que oneram ou restringem o comércio dos EUA, incluindo o sistema de pagamentos brasileiro Pix.
- A medida, baseada na Seção 301, foi anunciada durante a continuidade de uma investigação iniciada em julho do ano passado.
- O Pix, criado pelo Banco Central em 2020, tornou-se um dos principais meios de pagamento do Brasil, com zero tarifas, competindo com TED, DOC e cartões.
- Especialistas destacam que não há evidência de favorecimento institucional ao Pix; a ascensão está ligada à eficiência, ao baixo custo e à concorrência que ele gerou.
- A Tarifa ainda não está em vigor; há consulta pública e audiência previstas para julho, e, se aprovada, pode valer a partir de quinze de julho.
O governo dos Estados Unidos propôs uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após identificar práticas que oneram ou restringem o comércio dos EUA. A medida, apresentada na noite de segunda-feira, 1º, é embasada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
O alvo é o Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central. O Escritório de Comércio dos EUA sustenta que o sistema brasileiro favorece serviços de pagamento eletrônicos desenvolvidos pelo governo, prejudicando empresas americanas que atuam no setor.
O anúncio ocorre no contexto de uma investigação iniciada em julho do ano passado e aumenta a tensão comercial entre Brasil e EUA. A proposta pode alcançar indústria, com impactos sobre empresas brasileiras e a disputa de mercado entre meios de pagamento.
O que o Pix mudou no mercado brasileiro
O Pix, implementado ao fim de 2020, passou a ser um dos principais meios de pagamento do Brasil. Não há taxas para uso básico, diferente de TED, DOC e cartões de crédito, o que reduziu a dependência de sistemas tradicionalmente oferecidos por bancos.
Especialistas destacam que a eficiência do Pix amplia a concorrência no setor e pressiona modelos de negócio de empresas estrangeiras presentes no Brasil. A avaliação não aponta favorecimento específico, mas reconhece transformação no mercado de pagamentos.
Caminhos e próximos passos
O governo brasileiro ainda não foi informada sobre a tarifaficação. A consultaa pública e uma audiência, previstas para julho, são etapas obrigatórias antes de qualquer implementação. Se confirmada, a cobrança pode valer a partir de 15 de julho.
Entre na conversa da comunidade