- O governo publicou a portaria com as diretrizes do primeiro leilão de baterias e afirmou que o certame ocorre em dezembro deste ano.
- A divulgação foi feita pelo ministro Alexandre Silveira, em 3 de junho de 2026, via X.
- O objetivo é contratar Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS) para atuar no Sistema Interligado Nacional, aumentando a segurança e a flexibilidade do sistema ante fontes renováveis intermitentes.
- O governo discute mecanismos de conteúdo local para estimular a cadeia produtiva, sem inviabilizar financeiramente a disputa.
- O PDE 2035 aponta demanda superior a seis gigawatts de baterias até 2035, e entidades defendem que o armazenamento pode reduzir custos e substituir usinas fósseis.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou que o governo publicará nesta quarta-feira uma portaria com as diretrizes do 1º leilão de baterias do Brasil. O certame está previsto para acontecer em dezembro deste ano.
Segundo Silveira, a iniciativa visa preparar o país para os desafios energéticos do futuro, atrair investimentos, gerar empregos e impulsionar inovações tecnológicas, fortalecendo o protagonismo brasileiro na transição energética.
A portaria marca o desfecho de uma promessa feita pelo ministro em 22 de maio, durante o Fórum Esfera, no Guarujá, SP, quando afirmou que as regras seriam divulgadas em até 15 dias. O leilão de baterias foi inicialmente esperado para abril.
O ministro explicou que o leilão não ocorreu antes do Leilão de Reserva de Capacidade, por causa da complexidade de modelagem. Em sua avaliação, ao contrário do que ocorre em vários mercados internacionais, o Brasil não adotará subsídios governamentais pesados para o armazenamento.
Para estimular a cadeia produtiva nacional, o governo discute mecanismos progressivos de conteúdo local, calibrados para não inviabilizar financeiramente a disputa. A ideia é manter equilíbrio entre competitividade e estímulo à indústria local.
O objetivo do certame é contratar Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS) para atuar no Sistema Interligado Nacional (SIN). As baterias devem aumentar a segurança e a flexibilidade do sistema com o crescimento de energia solar e eólica.
Dados oficiais indicam que o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035 prevê demanda superior a 6 GW de baterias até aquela data. A Absae, por sua vez, afirma que o modelo já tem maturidade operacional e pode reduzir custos, substituindo usinas termelétricas fósseis.
A associação aponta que a substituição de acionamentos fósseis por baterias pode gerar economia superior a 3 bilhões de reais anuais para o setor. O presidente da Absae, Markus Vlasits, destacou que o mercado brasileiro ainda avança em políticas públicas, mas as baterias já aparecem como solução de custo relevante.
Entre na conversa da comunidade