- A Associação Nacional de Restaurantes acompanha questionamentos dos EUA sobre o Pix no Brasil, no contexto das novas discussões tarifárias entre os dois países.
- A entidade afirma ter interesse direto na preservação do modelo atual, que simplifica transações e aumenta a eficiência dos negócios.
- Segundo a ANR, o Pix reduziu custos de transação em relação aos meios tradicionais; se as operações fossem feitas por cartão, poderia haver taxas de cerca de 3% por transação.
- O setor de alimentação fora do lar está mais preocupado com a estabilidade do sistema de pagamentos do que com impactos diretos de importação, e não há atuação institucional ainda junto ao Banco Central.
- A ANR acompanha o tema com atenção, destacando o contexto diplomático e comercial, sem intervenção direta de órgãos governamentais até o momento.
A Associação Nacional de Restaurantes (ANR) acompanha com atenção os questionamentos dos Estados Unidos sobre o funcionamento do Pix no Brasil, em meio às novas discussões tarifárias entre os dois países. A entidade que representa o setor de alimentação fora do lar vê o tema com preocupação, por impactos potenciais nos custos operacionais.
Segundo Fernando Blower, presidente executivo da ANR, o Pix é visto como ferramenta essencial para a rotina dos estabelecimentos. Ele aponta que a adoção ganhou impulso entre restaurantes de diferentes portes, trazendo praticidade para consumidores e maior eficiência para os negócios.
A ANR destaca que o custo de transação é o foco central da análise. A instituição afirma que o Pix reduziu custos em comparação aos pagamentos tradicionais e que, se as operações fossem feitas por cartão, as transações poderiam ter taxas próximas de 3%.
A entidade afirma que o setor tem interesse direto na preservação do modelo atual, que simplifica transações e aumenta a eficiência. A expectativa é manter a estabilidade do sistema de pagamentos brasileiro.
Apesar de o setor ter baixa exposição a componentes importados dos EUA, a ANR ressalta que a discussão está no campo diplomático e comercial. No momento, não há atuação institucional direta junto ao Banco Central.
A ANR informou que acompanha o tema com atenção, mas não vê momento para atuação específica junto a órgãos governamentais. A posição é de monitoramento e avaliação contínua do cenário tarifário entre Brasil e EUA.
Foto: Jay Wennington/Unsplash
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