- O setor de máquinas e equipamentos brasileiro já esperava a aplicação de uma nova tarifa pelos Estados Unidos.
- A medida sugerida, nesta terça-feira, prevê uma alíquota punitiva de 25% sobre parte das mercadorias importadas do Brasil.
- A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) afirmou que, mesmo com a expectativa, não é viável precificar uma tarifa de 25% no custo de manufatura.
- O presidente da Abimaq disse que pode ocorrer repasse desse preço aos clientes ou as empresas podem deixar de vender.
- O setor argumentará que a tarifa prejudica a própria indústria americana.
O setor de máquinas e equipamentos brasileiro reagiu à possível tarifa anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos do Brasil. A cota proposta seria de 25% sobre parte das mercadorias importadas, conforme recomendação dada nesta terça-feira (2). A notícia chega em meio a tensões comerciais entre os dois países.
Segundo o presidente da Abimaq, mesmo diante da expectativa, não há como precificar no custo de manufatura uma tarifa de 25%. Ele afirmou que o impacto pode se traduzir em repasse do preço aos clientes ou na perda de vendas pelas empresas.
A Abimaq detalhou que a medida, caso implementada, prejudicaria a indústria americana ao encarecer importados vitais para o setor de máquinas. O posicionamento também aponta que a tarifa poderá reduzir a competitividade de fabricantes dos EUA diante de produtores globais.
Reação do setor
O anúncio provocou alertas sobre possível efeito inflacionário em equipamentos de uso industrial. Organizações do segmento destacam a importância de manter cadeias de suprimento estáveis e de evitar onerações adicionais para fabricantes e compradores.
Dados adicionais devem ser apresentados por entidades setoriais à luz de consultas oficiais. O objetivo é esclarecer impactos para a produção local, para exportações brasileiras e para o equilíbrio comercial entre as duas nações.
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