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Tarifa de 25% nos EUA pode atingir aço, suco e máquinas

Tarifa de 25% pode alcançar aço semiacabado, sucos e máquinas do Brasil, mesmo com isenções para petróleo, café e celulose

Os 10 produtos mais vendidos — Foto: Arte/g1
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  • Os Estados Unidos propõem uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras, em resposta a práticas consideradas desleais, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
  • A lista de isenções mantém itens como petróleo bruto, aeronaves, café e celulose, mas não inclui o aço semiacabado.
  • O aço semiacabado foi o segundo item brasileiro mais exportado para os EUA em 2025, com US$ 3,36 bilhões (8,92% do total).
  • Entre os itens vulneráveis está o suco de frutas, que não consta na lista de isenções, além de máquinas para construção que também podem sofrer sobretaxa.
  • O processo envolve consultas públicas e audiência em julho de 2026, com decisão final prevista para julho de 2026; mudanças judiciais anteriores afetam tarifas sob a Seção 232.

O governo dos EUA propôs aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A medida foi anunciada na segunda-feira, 1º de junho de 2026. O objetivo é responder a políticas e práticas brasileiras consideradas prejudiciais ao comércio norte-americano.

A proposta envolve uma lista de exceções que preserva itens como petróleo bruto, aeronaves, café e celulose. Mesmo assim, diversos produtos brasileiros podem ficar sujeitos à sobretaxa, conforme avaliação do USTR. A avaliação aponta práticas brasileiras consideradas onerosas ao comércio dos EUA.

Dados do MDIC mostram que os semiacabados de ferro e aço foram o segundo principal item exportado ao Norte Americano em 2025, com US$ 3,36 bilhões, cerca de 8,92% do total embarcado. O aço continua sob cobranças de 25% pela Seção 232.

A Suprema Corte dos EUA derrubou parte das tarifas impostas por Trump, mas as tarifas de aço e alumínio permaneceram, sob a Seção 232, não afetada pela decisão. A nova proposta pode impactar 21% das exportações brasileiras para os EUA, segundo o setor.

Entre as isenções, destacam-se petróleo bruto, aeronaves, café, carne bovina e celulose. Também integram a lista itens químicos, fertilizantes, medicamentos e minérios. Outros produtos ficam fora do benefício, como ferro-gusa, ferro-esponja e determinadas ligas de ferro.

No grupo de produtos afetados, o setor de sucos de frutas aparece entre os mais vulneráveis, com exportações de US$ 1,61 bilhão em 2025. Já equipamentos de construção constam em US$ 1,38 bilhão no mesmo ano, 3,67% do total. Isenções limitadas não cobrem grande parte do maquinário usado na infraestrutura.

Diversos itens com participação relevante, como cal, cimento, pneus, alumina processada, óleos animais, motores de pistão e madeira não aparecem entre as isenções. Pneus para aeronaves e espécies de madeira específicas podem ser contemplados, conforme as regras.

Entre os itens relevantes preservados, estão petróleo, com US$ 4,7 bilhões em 2025 (12,48%), além de aeronaves, minério de ferro, cacau, cacau e derivados, cacau, chá, cerâmicas e semicondutores. A lista completa está sujeita a consulta pública.

O processo de decisão segue em andamento: consultas públicas e audiência marcada para 6 de julho de 2026, com decisão final prevista para 15 de julho de 2026. O caso envolve questões de desmatamento, PIX, pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção, segundo os EUA.

Em fevereiro, a Suprema Corte definiu que a IEAPA não autoriza tarifas unilaterais pelo presidente, o que levou à anulação de tarifas anteriores. Trump passou a aplicar uma tarifa global de 10% para importados de todas as origens, com exceções, além das tarifas da Seção 232. Dados oficiais indicam que várias categorias industriais podem ser impactadas.

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