- A tarifa punitiva de vinte e cinco por cento proposta pela USTR pode atingir quarenta e cinco vírgula oito por cento do valor exportado pelo Brasil aos EUA em 2024.
- Regiões mais afetadas: Sul com quarenta e dois por cento? (84,2%) dos valores exportados aos EUA e Nordeste com cinquenta e três por cento; Sudeste, Norte e Centro-Oeste têm impactos de quarenta e três, quarenta e nove e trinta e dois por cento, respectivamente.
- Em São Paulo, quarenta e três por cento das exportações vão aos EUA, correspondendo a dezenove por cento do total exportado pelo estado. Ceará, quarenta e cinco por cento das exportações vão para os EUA, e cento e oitenta e sete vírgula oito por cento dos embarques para os EUA poderiam ser atingidos.
- O conjunto de itens abrangidos pela tarifa é de seiscentos e sessenta e seis produtos exportados em 2024; há exceções para novecentos e oitenta e seis itens, com ferro fundido bruto não incluído nas exceções, sendo um dos cinco itens mais vendidos aos EUA no ano, com US$ 1,4 bilhão.
- A audiência pública ocorre no início de julho, com decisão prevista para meados de julho; há risco de as tarifas entrarem em vigor antes de trâmites aduaneiros nos EUA, além de possíveis medidas de retaliação baseadas na Lei de Reciprocidade.
Em meio a uma avaliação de tarifas pelo governo dos EUA, a Proposta de tarifa de 25% pode alcançar 45,8% do valor exportado pelo Brasil para os Estados Unidos em 2024, segundo análises de especialistas. A medida está em consulta pública e envolve a Seção 301.
As regiões Sul e Nordeste seriam as mais impactadas, com 84,2% e 53% dos valores exportados aos EUA, respectivamente. Já o Sudeste seria atingido em 40,3%, o Norte em 49,1% e o Centro-Oeste em 32,2%. A depender do produto, os efeitos variam entre estados.
No Estado de São Paulo, as exportações para os EUA representavam 19% do total paulista e 43% do total enviado para os norte-americanos receberia a nova tarifa. No Ceará, 45% das exportações vão para os EUA, com 87,8% atingidos pela regra. Em 2024, os EUA detinham 12% das exportações brasileiras.
O projeto da tarifa é elaborado pela USTR, o escritório de representação comercial dos EUA, com base na Seção 301, de 1974. O relatório aponta impactos em comércio digital, meios de pagamento, propriedade intelectual, combate à corrupção e acesso a mercados. A tarifa não mexe nas medidas sob a Seção 232, relacionadas a segurança nacional.
Embora a lista de itens sujeitos à tarifa contenha 986 códigos, o Brasil efetivamente exporta 666 produtos em 2024, sem considerar a atual gestão Trump. Já as exceções para a tarifa de 25% somam apenas 25% dos itens, reduzindo a base de isenção em valores, com exceções variáveis.
Especialistas destacam que empresas devem apresentar petições para demonstrar o impacto nos custos e na produção. A participação de importadores americanos pode influenciar a avaliação sobre como a tarifa afeta cadeias de suprimento e competitividade.
Entre os itens que devem permanecer livres da tarifa estão aeronaves e peças, suco de laranja, café, carnes, celulose, minerais, fertilizantes e minerais críticos. Já itens da indústria de transformação costumam ficar mais expostos ao aumento de custos.
Especialistas ressaltam que o prazo para antecipação de embarques é curto, com audiência pública prevista para o início de julho e decisão definitiva ainda em julho. Há risco de aplicação da tarifa antes de trâmites aduaneiros nos EUA serem concluídos.
Consultores ouvidos pelo portal destacam que o caso envolve uma “jogada” entre EUA e Brasil e que o Brasil pode reagir com políticas de reciprocidade caso não haja avanço nas negociações. A avaliação indica tensão comercial crescente entre os dois países.
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