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Tarifas dos EUA ao Brasil somam-se às incertezas no Oriente Médio

Ameaça de tarifas dos EUA sobre o Brasil eleva incertezas nos ativos, com foco no câmbio e nas bolsas em meio a tensões no Oriente Médio

— Foto: Nicholas Cappello/Unsplash
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  • Ameaça dos EUA de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros aumenta a incerteza nos ativos domésticos, em meio à tensão existente entre EUA e Irã.
  • O Escritório de Representante de Comércio dos EUA avaliou ações corretivas e fixou 15 de julho como prazo para eventual aplicação, data que marca um ano de investigação.
  • A lista de isenções é extensa, contada em 73 páginas, mantendo fora das tarifas itens como produtos agrícolas, aeronaves, componentes aeronáuticos, farmacêuticos, químicos orgânicos e fertilizantes.
  • No cenário global, Brent operava em cerca de US$ 93,73 por barril (agosto) e o WTI em US$ 91,03 por barril (julho); futuros de índices americanos e europeus apontavam movimentos díspares.
  • O mercado também fica atento ao relatório Jolts, que traz o número de vagas abertas nos EUA em abril e ajuda a entender impactos da energia na inflação e na trajetória de juros.

Em uma manhã marcada por incertezas globais, Washington ameaça impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, adicionando pressão aos ativos domésticos. A notícia ocorre num cenário já impactado pela volatilidade entre EUA e Irã.

Segundo O Globo, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) avalia atos, políticas e práticas brasileiras como “irrazoáveis” e onerosas ao comércio americano. A autoridade sinalizou possíveis medidas até 15 de julho, data em que a investigação completa um ano.

A lista de isenções é extensa e detalhada em 73 páginas. Entre os itens fora das tarifas estão agrícolas, como café e frutas, além de aeronaves, componentes aeronáuticos, farmacêuticos, químicos orgânicos e fertilizantes.

Mercado e petróleo sob pressão

Às 8h, o petróleo Brent com vencimento em agosto caía 1,33%, a US$ 93,73 por barril em Londres. O WTI para julho recuava 1,23%, a US$ 91,03 por barril em Nova York. Os futuros de ações nos EUA operavam em queda moderada, enquanto a Europa registrava leve alta.

Em Wall Street, o S&P 500 caía 0,17%, o Dow Jones 0,38% e o Nasdaq 0,18%. Na Europa, o Stoxx 600 avançava 0,69%, refletindo movimento misto de mercado diante das eventuais tarifas e do cenário no Oriente Médio.

Perspectivas e indicadores

O dia traz ainda o relatório Jolts, com vagas de trabalho nos EUA em abril. Investidores acompanham sinais de como a alta de energia pode influenciar a inflação e a trajetória dos juros americanos. Ouvir fontes oficiais pode esclarecer o impacto sobre o câmbio e exportações brasileiras.

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