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Tarifas dos EUA atingiriam 21% do que o Brasil vende, diz ministro

Tarifa punitiva de 25% proposta pelos EUA atingiria cerca de 21% das exportações brasileiras, com maior impacto em máquinas, plásticos e madeira

Administração Trump propôs novas tarifas ao divulgar os resultados de sua investigação sobre práticas comerciais desleais contra o Brasil
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  • USTR propôs tarifa punitiva de 25% sobre diversos produtos do Brasil.
  • Rosa afirmou que, se aplicada, a medida atingiria cerca de 21% do que o Brasil exporta.
  • Entre os setores mais impactados estariam máquinas e equipamentos, plásticos, madeira, papel cartão, calçados, ferro fundido, peixes e crustáceos.
  • Os EUA têm até 15 de julho para decidir medidas na investigação; Pix não está na mesa de negociação.
  • O vice-presidente Geraldo Alckmin classificou a recomendação como totalmente descabida, enquanto Lula associou decisões dos EUA a filiados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O Escritório de Comércio dos EUA (USTR) propôs tarifas punitivas de 25% sobre uma lista de produtos brasileiros, em resposta a alegadas práticas desleais no comércio. A medida ainda depende de avaliação.

Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, a proposta impactaria cerca de 21% do que o Brasil vende ao exterior. O prazo para respostas dos EUA vai até 15 de julho.

Os setores mais atingados, caso a tarifa entre em vigor, seriam máquinas e equipamentos, plásticos, madeira, papel cartão, calçados, ferro fundido, além de peixes e crustáceos. A proposta envolve desde o comércio digital até desmatamento ilegal.

Em Brasília, Rosa informou que o Pix não está na mesa de negociação com os EUA. Ele destacou que o uso de Pix não configura concorrência desleal segundo o governo brasileiro.

O vice-presidente Geraldo Alckmin criticou a recomendação de tarifas, chamando-a de descabida. Ele afirmou que o Brasil busca o diálogo como caminho para evitar medidas protecionistas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comentou o tema, mencionando pressões políticas internas. O governo cita a necessidade de manter a relação comercial estável e aberta a negociações com Washington.

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