- Tesouro Prefixado 2029 rende 14,00%, frente 13,94% na véspera.
- Tesouro Prefixado 2032 oferece 14,15%, ante 14,07% na véspera.
- Tesouro IPCA+ tem retorno de IPCA + 7,95%, frente IPCA + 7,86% anterior.
- Copom: chance de manutenção da Selic em 17 de junho subiu de 15% para 29%; corte de 0,25 ponto caiu de 82% para 70%.
- Reunião de 5 de agosto deve manter a taxa; Focus projeta IPCA de 5,09% em 2026; inflação acelerada puxada pela guerra no Oriente Médio e pelo El Niño.
O mercado financeiro brasileiro voltou a perceber pressão sobre a dívida pública diante de dúvidas sobre cortes na Selic. A probabilidade de um novo recuo na reunião do Copom caiu na terça (1º), levando investidores a exigir retornos maiores nos títulos públicos.
Essa percepção fez as taxas dos títulos prefixados subirem hoje, refletindo o custo adicional de se manter a dívida. A agenda aponta incerteza sobre o ciclo de cortes, com o mercado já sinalizando apenas um recorte adicional para 2026.
A leitura de preço ficou mais cara para quem investir em títulos prefixados e indexados à inflação, diante do risco maior embutido nesses papéis. O ambiente de juros mais alto favorece quem busca proteção contra volatilidade.
- Tesouro Prefixado 2029 passou a render 14,00%, ante 13,94% na véspera.
- Tesouro Prefixado 2032 rende 14,15%, frente 14,07% na véspera.
- Tesouro IPCA+ oferece IPCA + 7,95%, contra IPCA + 7,86% no pregão anterior.
Mercado e expectativas
Na próxima reunião, marcada para 5 de agosto, a probabilidade de manutenção da Selic permanece elevada, estimada em 57%. Movimentos recentes sinalizam o fim de um ciclo de cortes que o mercado esperava ser mais intenso no início do ano.
Os cálculos do Boletim Focus indicam IPCA de 5,09% para 2026, acima da meta de 3%. Entre os fatores que ajudam a pressionar os preços estão a alta do petróleo, com o petróleo Brent atingando US$ 100 por barril, em função da guerra no Oriente Médio, e o El Niño, que pode reduzir safras e elevar preços de alimentos.
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