- O Copilot do GitHub mudou o modelo de cobrança para créditos, que são usados conforme o consumo de tokens, em vez do número de pedidos.
- A mudança entrou em vigor no dia primeiro de maio, após anúncio feito no fim de abril; as assinaturas continuam com preços entre US$ 10 e US$ 39.
- Usuários já relatam esgotamento rápido dos créditos, com exemplos de créditos acabando em poucas horas ou em poucos dias de uso.
- O GitHub disse que a evolução do Copilot para uma plataforma de agente tornou o modelo anterior insustentável e que a nova cobrança alinha o preço ao uso real.
- O contexto do tema inclui discussões sobre lucratividade de IA, citando OpenAI e Anthropic para ilustrar o cenário de mercado, sem concluir sobre resultados.
O GitHub alterou o modelo de cobrança do Copilot, sua ferramenta de IA, passando de cobrança pelo número de pedidos mensais para créditos consumidos por tokens. A mudança passou a valer na segunda-feira, 1º de maio, após anúncio feito no fim de abril. Segundo a empresa, o novo modelo torna o preço mais alinhado ao uso real e busca sustentabilidade financeira do serviço.
Assinantes do Copilot passaram a receber créditos diários que são consumidos conforme a utilização da IA. A empresa justificou que o desenvolvimento da ferramenta, que evoluiu de editor assistente para plataforma de agente, ampliou a demanda por capacidade de processamento e inferência. O objetivo, segundo o comunicado da empresa, é manter a qualidade da experiência para todos.
Diversos usuários já relatam impactos imediatos. Em mensagens e postagens, desenvolvedores afirmam consumir créditos rapidamente, com casos de créditos zerados em poucas horas ou dias. Relatos citam quedas de uso em junho em comparação a maio, com quedas aparentes de eficiência de crédito e necessidade de ajuste de estratégias de uso.
Repercussões e perspectivas
Analistas ressaltam que o novo modelo vincula custos ao consumo efetivo, o que pode mudar o comportamento de uso entre equipes de desenvolvimento. Observa-se cautela de empresas frente aos custos relativos à IA, especialmente em fases de alto volume de solicitações.
Fontes do setor apontam que outras grandes empresas de IA também buscam diversificar fontes de receita para cobrir despesas crescentes com infraestrutura e pesquisa. A OpenAI, por exemplo, projeta prejuízos significativos em 2028, enquanto pesquisas indicam avanços em monetização por meio de publicidade e serviços.
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