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Wall Street busca transparência sobre ChatGPT e Claude

Wall Street mira abrir capital de OpenAI e Anthropic, expondo dúvidas sobre lucratividade, margens e sustentabilidade do crescimento diante de projeções díspares

(Imagem gerada por IA)
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  • OpenAI e Anthropic protocolaram seus pedidos confidenciais de IPO na SEC, com estreia prevista para setembro e outubro, respectivamente, abrindo pela primeira vez o escrutínio financeiro público quase ao mesmo tempo.
  • OpenAI registrou receita de US$ 5,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, com guidance de US$ 25 bilhões ao ano; ChatGPT atingiu 900 milhões de usuários ativos semanais em março; avaliação da rodada de março ficou em US$ 852 bilhões.
  • A OpenAI apresentou margem operacional ajustada de −cento e vinte e dois por cento no primeiro trimestre, indicando perda de US$ 1,22 para cada dólar de receita; projeções internas apontam perdas de US$ 14 bilhões em 2026 e consumo de caixa de US$ 115 bilhões até 2029, sem fluxo de caixa positivo antes de 2030.
  • Anthropic tende a ter maior peso de empresas em seus negócios; receita chegou a US$ 9 bilhões no fim de 2025, US$ 30 bilhões em abril e US$ 47 bilhões em maio; projeções para o segundo trimestre apontam US$ 10,9 bilhões de receita e US$ 559 milhões de lucro operacional, o que indicaria o primeiro resultado positivo desde 2021.
  • O contexto de IPOs em 2026 envolve grande expectativa de entrada de capital em tecnologia nos EUA, com especialistas destacando a importância do S‑1 para avaliar se o crescimento sustenta os múltiplos, se as margens se expandem com a escala ou se os gastos com infraestrutura são investimento ou buraco financeiro.

A OpenAI, criadora do ChatGPT, e a Anthropic, responsável pelo Claude, estão em rota de colisão rumo a Wall Street. Em maio, a CNBC informou que a OpenAI deve protocolar seu S-1 confidencial na SEC, com Goldman Sachs e Morgan Stanley à frente, mirando estreia em setembro. Dez dias depois, a Anthropic recebeu o mesmo tratamento, buscando estreia ainda neste ano, com foco em outubro.

Pelo menos em tese, as duas empresas devem abrir suas finanças ao escrutínio público quase simultaneamente. Segundo analista, a corrida para o IPO ocorre em função do ambiente de capital disponível, que tende a se reduzir com o tempo, aumentando a urgência de captação.

Dois modelos de negócio, dois perfis de risco

A OpenAI encerrou o primeiro trimestre de 2026 com cerca de 5,7 bilhões de dólares em receita, enquanto a empresa previa receita anualizada de 25 bilhões. O ChatGPT atingiu 900 milhões de usuários ativos semanais em março, marcando uma base de clientes sem precedentes no setor, ainda que registre perdas significativas.

Em contrapartida, a Anthropic tem maioria de receita vinda de clientes corporativos, o que explica seu crescimento acelerado: 9 bilhões de dólares em 2025, 30 bilhões em abril e 47 bilhões em maio. Projeções para o segundo trimestre indicam receita de 10,9 bilhões, com lucro operacional á posição de equilíbrio, algo inédito para a empresa.

O que está em jogo com as projeções

A OpenAI apresenta margem operacional negativa no trimestre inicial, com bases contábeis que excluem itens de compensação, o que pode subestimar perdas reais. O crescimento de usuários, por sua vez, parece ter arrefecido frente ao pico recente.

Para a Anthropic, há questionamentos sobre a sustentabilidade de lucros operacionais projetados, já que parte do ganho viria de descontos em contratos de infraestrutura. A empresa sustenta que o ritmo de crescimento e a base de clientes estão mudando gradualmente.

O que o mercado observa a seguir

Analistas argumentam que a comparação entre os modelos é crucial: OpenAI mira consumo amplo e escalável, com perdas de curto prazo, enquanto Anthropic foca em margens por meio de contratos corporativos. O que o S-1 revelará é se o crescimento de receita sustenta os múltiplos, e se os gastos com infraestrutura são investimentos ou gargalos de caixa.

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