- Em leilão, o grupo espanhol Aena ganhou a concessão do Galeão ao custo de R$ 2,9 bilhões, válidos até 2039, superando Zurich e os atuais operadores.
- A Gol investe US$ 1,2 bilhão para transformar o Galeão em seu hub internacional, com voos para Nova York a partir de julho e Lisboa a partir de setembro, além de planos para Orlando e Paris.
- O Galeão apresentou recuperação expressiva, com 17,8 milhões de passageiros em 2025 e aumento de 23,5% em relação a 2024; entre janeiro e março deste ano foram 5,2 milhões, alta de 19%.
- Aena afirma que a infraestrutura atual tem capacidade para absorver o tráfego projetado e que não há obrigação de novos investimentos de capital (capex) no curto prazo.
- O novo contrato prevê possibilidade de reequilíbrio econômico-financeiro se houver mudanças nas restrições ao Santos Dumont, tema de incerteza política que pode influenciar futuros movimentos do mercado.
Após o leilão da concessão do Galeão, o governo federal abriu caminho para a Aena assumir a gestão do maior aeroporto do Rio de Janeiro até 2039, mediante outorga de R$ 2,9 bilhões. A vencedora superou a Swiss Zurich e os atuais operadores Vinci Compass e Changi. A operação está prevista para iniciar no segundo semestre, conforme o grupo espanhol.
As apostas não ficam apenas na concessão. A Gol Transportes Aéreos confirma investimentos de US$ 1,2 bilhão para transformar o Galeão em seu hub internacional, com planos de ampliar a malha e estabelecer a base de operações no Brasil. O objetivo é ampliar a presença internacional da companhia, baseada na cidade.
Contexto de mercado e desempenho recente
O Galeão registra recuperação gradual, com recorde de passageiros em 2025, 23,5% acima de 2024, segundo a atual operadora RioGaleão. Em 2026, espera-se novo recorde, ainda segundo a concessionária. A infraestrutura do aeroporto é considerada apta a suportar o tráfego projetado ao longo da concessão, com investimentos adicionais avaliados como marginais.
Segundo analistas, o desempenho do Galeão é favorecido pela limitação de expansão de Santos Dumont no curto prazo e pela capacidade limitada de Guarulhos no longo prazo. A ampliação de voos internacionais no Galeão é apontada como uma alternativa para acomodar o fluxo de passageiros.
Planos da Gol e impactos regionais
A Gol planeja iniciar operações internacionais a partir do Galeão já neste ano, com três voos semanais para Nova York em julho e quatro voos semanais para Lisboa em setembro. Há ainda planos para rotas para Orlando e Paris em breve. A companhia já opera mais de 30 trajetos domésticos e internacionais a partir do Galeão, com a expectativa de que o terminal se torne uma das maiores bases da aérea no futuro.
A chegada de investimentos e a mobilização de novos voos também repercutem na percepção sobre a cidade do Rio de Janeiro, e o Galeão passa a figurar como alternativa de conectividade internacional no curto prazo. Em contraponto, as políticas que afetam Santos Dumont foram citadas como fator de incerteza para interessados no leilão.
Conclusões operacionais
O Galeão encerrou 2025 em terceiro lugar entre os aeroportos mais movimentados do Brasil, com 17,8 milhões de passageiros. A projeção para 2026 é de 19,5 milhões. Entre janeiro e março, o movimento já atingiu 5,2 milhões, registrando alta de 19% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os números refletem a recuperação do terminal e o impacto esperado da nova gestão.
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