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Alta de 180% em token aponta nova fase de cripto; Bitcoin recua

HYPE, token da Hyperliquid, avança 180% no ano ao ligar a receita da corretora às recompras, enquanto ETFs de bitcoin e ether registram saídas

A bitcoin token, left, a litecoin token, centre, and an ethereum token, sit in this arranged photograph in Danbury, U.K., on Tuesday, Oct. 17, 2017. On Wednesday, billionaire Warren Buffett said on CNBC that most digital coins won't hold their value.
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  • O token HYPE, ligado à Hyperliquid, atingiu US$ 75,50 e tem alta de cerca de 180% neste ano, com valor de mercado acima de US$ 16 bilhões.
  • Enquanto bitcoin e ether sofrem queda, o HYPE sobe por ligação direta entre atividade da corretora e valor do token via recompras financiadas por taxas.
  • ETFs de bitcoin e ether nos EUA exibiram saídas líquidas, enquanto dois fundos recém-listados ligados ao HYPE injetaram cerca de US$ 180 milhões em três semanas.
  • A Hyperliquid expande atuação para ativos reais tokenizados e mercados de previsão, criando mais opções de geração de receita que sustentam o mecanismo de recompras do HYPE.
  • Especialistas veem o movimento como sinal de que investidores valorizam fundamentos de receita e uso prático do token, além de possível maior escrutínio regulatório.

O mercado de cripto vive uma nova fase, com ênfase em tokens que mostram relação direta entre geração de receita e valorização. O foco recai sobre o HYPE, token da Hyperliquid, que tem atraído investidores em meio a saídas de ETFs de bitcoin e ether.

Bitcoin e ether enfrentam queda de demanda, enquanto o HYPE registra novos recordes. O token atingiu US$ 75,50 na segunda-feira e acumula alta de cerca de 180% no ano, elevando a capitalização para acima de US$ 16 bilhões, segundo dados da CoinGecko.

ETFs de bitcoin e ether sofrem saídas, somando bilhões de dólares desde maio. Em contrapartida, dois fundos recém-listados da Bitwise Asset Management e da 21Shares, que acompanham o HYPE, captaram cerca de US$ 180 milhões em três semanas. O movimento sugere seleção de exposures mais específicos.

Desempenho e modelo de negócio do HYPE

A Hyperliquid opera uma corretora de derivativos on-chain e tem o HYPE apoiado por um mecanismo de recompra financiado por taxas. Maior volume de negociação gera mais receita e, consequentemente, mais compras do token, fortalecendo a ligação entre atividade da plataforma e demanda pelo ativo.

Especialistas veem o modelo como uma explicação para a valorização: fluxos de caixa da plataforma passam a fundamentar o investimento. Metodologias de avaliação priorizam a receita de taxas e o crescimento da base de usuários, não apenas a valorização especulativa.

Panorama de riscos e cenário regulatório

O mercado passou por momentos de queda de tokens especulativos, com o preço do bitcoin recuando em relação à máxima histórica. A evolução de projetos com geração de receita e uso de parte da receita em recompras é observada como caminho para evitar volatilidade apenas baseada em hype.

A plataforma enfrenta dúvidas sobre a sustentabilidade de recompras diante de múltiplos ativos tokenizados e expansão para áreas como ativos reais. Reguladores discutem regras que podem impactar a operação e a demanda pelo token. Usuários nos EUA continuam sob restrições de uso da Hyperliquid.

Perspectivas de investidores e conclusão

Analistas destacam que o mercado começa a diferenciar ativos digitais pela economia dos projetos. O HYPE é visto como um dos primeiros exemplos de criptoativo de segunda geração, em que a atividade econômica da plataforma é transferida ao token. Desfechos dependerão da continuidade do fluxo de receita e do ambiente regulatório.

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