- A Amazon declarou que o Brasil é a prioridade global da empresa, com investimento total superior a R$ 75 bilhões no país desde a chegada, e R$ 19 bilhões investidos no último ano.
- No painel em Londres, o analista do Bradesco BBI afirmou que houve um ponto de inflexão na estratégia: o foco global da Amazon passou a ser o Brasil.
- A penetração do comércio eletrônico no Brasil subiu de cerca de 3% do varejo há 15 anos para aproximadamente 16% a 17% em 2025, impulsionada pela atuação das grandes plataformas.
- A expansão logística foi o pilar do crescimento, com abertura de centros de distribuição e maior investimento em infraestrutura, gerando mais de 55 mil empregos diretos e indiretos.
- O foco passou a incluir itens do cotidiano, como supermercado, limpeza e higiene, além de serviços de streaming, publicidade digital e a AWS, consolidando a Amazon como ecossistema integrado no Brasil.
A Amazon está consolidando sua atuação no Brasil, tornando o país a prioridade estratégica para a empresa em meio a um cenário de expansão global. Dados apresentados em painéis em Londres indicam que o volume de investimentos e a atuação local avançam de forma contínua.
Segundo analistas, o Brasil já superou o marco de R$ 75 bilhões investidos pela companhia desde sua chegada, com R$ 19 bilhões aplicados apenas no último ano. O aporte diário supera os R$ 52 milhões, em série histórica destacada pelos especialistas.
Pedro Pinto, analista-chefe do Bradesco BBI para varejo e consumo na América Latina, afirmou que houve um ponto de inflexão na estratégia global. O foco da matriz passou a ser o Brasil, após estabilizar mercados como Índia e Japão.
A penetração online e o papel do varejo digital
Ao longo de 15 anos, a participação do comércio eletrônico no varejo brasileiro cresceu de 3% para cerca de 16% a 17%. A migração do offline para o online ajudou o G3 do setor — Mercado Livre, Shopee e Amazon — a capturar aproximadamente R$ 90 bilhões do varejo físico no último ano.
Analistas destacam que o Brasil ainda possui espaço para expansão, principalmente frente a mercados maduros como China e Coreia do Sul, onde a penetração já é mais elevada. A expectativa é de que investimentos em infraestrutura ampliem esse potencial.
Avanço logístico e geração de empregos
A principal base dessa expansão foi a modernização logística, com redes privadas de distribuição substituindo o antigo modelo dependente dos Correios. A Amazon inaugurou centros logísticos com cadência expressiva, elevando a disponibilidade de estoque.
A capilaridade logística reduziu prazos de entrega, inclusive em microrregiões e áreas remotas, como a Amazônia. A empresa, que já soma mais de 55 mil empregos diretos e indiretos no Brasil, levou operações a Norte e Nordeste, além do Sudeste.
Novos focos de negócios e serviços complementares
Com prazos cada vez mais curtos, a Amazon ampliou o varejo essencial, incluindo itens de supermercado, limpeza e higiene, alimentos e bebidas. Produtos cotidianos passaram a ter forte participação nas vendas online.
Além do varejo, a empresa investe em serviços complementares, como streaming, audiolivros, publicidade digital e a infraestrutura da AWS. A atuação integrada sustenta a transformação digital de empresas e startups no País.
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