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Bancos brasileiros precisam decidir até 5 de junho

Antes de 5 de junho, bancos brasileiros devem revisar KYC, remediar contas de risco e alinhar-se aos correspondentes estrangeiros para evitar sanções regulatórias

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  • A designação de Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT) foi anunciada, com a segunda avaliação — Organização Terrorista Estrangeira (FTO) — entrando em vigor em cinco de junho, após notificação ao Congresso americano.
  • A inclusão em FTO cria responsabilidade criminal por fornecer apoio material a organizações designadas, impactando instituições que movimentam dinheiro, inclusive bancos que operam em dólar.
  • O risco regulatório aumenta para o sistema financeiro brasileiro, pois o custo de erro passa a ser criminal para bancos com acesso ao sistema de pagamentos em dólar dos Estados Unidos.
  • Em meia-ano passado, Finanças dos EUA puniram três bancos mexicanos com ações administrativas que fecharam o acesso ao dólar, evidenciando que o ambiente regulatório pode afetar rapidamente o funcionamento.
  • O caminho para os bancos brasileiros envolve: revisão de exposição interna e de intermediários, auditoria externa de KYC e sanções, remediação rápida de contas de risco e alinhamento com correspondentes americanos, além de uma comunicação pública que reafirme o compromisso de barrar fluxo ilícito.

O silêncio não é neutro. Nesta semana, o CV e o PCC passaram a constar como Terroristas Globais Especialmente Designados pela Justiça dos EUA. A mudança não é apenas política: afeta o acesso a dólares e o funcionamento de bancos brasileiros.

A designação FTO entra em vigor em 5 de junho, após aviso ao Congresso. O efeito direto é regulatório: bancos que operam em dólar passam a enfrentar risco elevado de punição se facilitarem suporte a essas organizações.

O PCC já estava sob supervisão do OFAC desde 2021, por narcotráfico. A novidade é o aumento do nível de risco e a possibilidade de responsabilização criminal por transações que financiem organizações designadas.

A prioridade para o sistema financeiro brasileiro é entender o novo regime de risco. Não basta identificar crimes; é necessário avaliar o que significa apoio material e como isso impacta operações com pares no exterior.

Contexto e impactos

Em agosto de 2025, o FinCEN atuou contra três bancos mexicanos por vínculos com cartéis FTO, suspendendo o acesso ao sistema de pagamentos em dólar. O efeito real foi a interrupção de operações de comércio exterior.

Para bancos com correspondentes em Nova York, perder o acesso ao dólar pode significar inviabilidade operacional. A pressão não é reputacional: é uma sentença prática de acesso ao dinheiro.

A partir de 5 de junho, o perfil de risco sobe aos olhos de bancos americanos. ERROS podem deixar instituições sem meios de pagamento internacionais, mesmo sem culpa direta.

Medidas recomendadas

Primeiro, revisar a exposição interna, especialmente em intermediários e relações com bancos menores. Auditoria externa de KYC, transações e sanções, com visão independente.

Segundo, remediar rapidamente. Limitar acesso a contas suspeitas e desligar clientes de risco identificados na revisão, sem esperar o próximo comitê.

Terceiro, alinhar a comunicação externa. Conversar com correspondentes nos EUA para entender o novo apetite de risco e incorporar isso ao plano de remediação.

Ponto crítico

É essencial manter o posicionamento público de combate a fluxos ilícitos. O silêncio pode ser interpretado como uma falha de compreensão da mudança regulatória globais.

A designação de 5 de junho não pergunta se o banco concorda. Pergunta se ele está pronto para continuar operando na banca internacional no dia seguinte.

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