- O Banco Central vê pressões de demanda nos indicadores de inflação do Brasil, impulsionadas pela alta da renda, estímulo ao consumo via crédito, economia resiliente e baixo desemprego.
- Choques de oferta, como a guerra no Irã, tendem a elevar o custo de vida percebido pelas famílias.
- O BC acompanha núcleos de inflação para expurgar esses choques, lembrando que a inflação de serviços permanece em patamar incompatível com a meta de 3%.
- Galípolo destacou que há pressões de demanda identificadas dentro dos indicadores de inflação.
- Sobre o câmbio, disse que a curva de juros nos Estados Unidos e o dólar mais fraco ajudam a economia brasileira.
O Banco Central enxerga pressões de demanda em indicadores de inflação no Brasil, refletidas pela alta na renda das famílias e pelo estímulo ao consumo via crédito. A avaliação foi feita pelo presidente da instituição, Gabriel Galípolo, durante participação virtual no Fórum de Lisboa.
De acordo com Galípolo, o país mantém uma economia resiliente e um desemprego baixo, fatores que alimentam o consumo. Ele reconheceu que choques de oferta, como a situação no Irã, elevam o custo de vida percebido pelas famílias.
O dirigente ressaltou que o BC analisa núcleos de inflação para excluir efeitos pontuais de oferta, citando o setor de serviços como exemplo de inflação em patamar incompatível com a meta de 3%. Ele afirmou que essas pressões de demanda aparecem nos indicadores de inflação.
Sobre câmbio e juros, Galípolo disse que a curva de juros futuros bem‑comportada nos Estados Unidos e a desvalorização do dólar ajudam a economia brasileira. O BC mantém acompanhamento atento dos sinais de demanda e de custo de vida no país.
Fonte: reportagem da Reuters, com edição de Isabel Versiani.
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