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Brasil diversifica mercados para enfrentar o caos tarifário de Trump

Diversificar mercados sustentou as exportações brasileiras diante das tarifas de Trump, com queda para os EUA e ganho para China e Argentina

Exportações brasileiras cresceram 3,5% no ano passado
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  • O governo dos EUA anunciou nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, somando-se a medidas anteriores; ainda assim, as exportações do Brasil subiram no ano passado.
  • As vendas externas brasileiras somaram US$ 348,7 bilhões, alta de 3,5% frente a 2024, atingindo recorde.
  • Em relação aos destinos, houve queda de 6,6% nas exportações para os EUA, enquanto as vendas para a China cresceram 6% e para a Argentina, 31,4%.
  • O Brasil avançou na diversificação com o acordo entre Mercosul e União Europeia, que entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio, zerando tarifas para mais de cinco mil produtos brasileiros.
  • Também houve retomada das negociações do Mercosul com o Canadá; no agronegócio, 58 novos destinos foram abertos em 2025, gerando cerca de US$ 3,4 bilhões em faturamento adicional.

Para o Brasil, sobreviver ao caos tarifário imposto pelos EUA depende de diversificar mercados. Mesmo diante de tarifas, as exportações brasileiras mostraram resiliência e atingiram recorde no último ano.

Na terça-feira, 2, o governo americano anunciou nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, atingindo 59 países e a União Europeia. No dia anterior, 1º de maio, já havia sido informada tarifa de 25% apenas para o Brasil.

Ainda no ano passado, outras tarifas foram anunciadas, em 10% e 40%, mas houve recuo em parte das medidas após decisões administrativas ou judiciais. Mesmo assim, o saldo do comércio brasileiro avançou de 3,5% em 2025, para US$ 348,7 bilhões.

Diferença entre resultados e perdas

As exportações para os EUA caíram 6,6%, conforme dados oficiais. Houve destaque para aumento de 6% nas vendas à China e 31,4% para a Argentina. Estados Unidos, China e Argentina continuam entre os principais destinos do Brasil.

A necessidade de diversificar ficou evidente com esse cenário. O aperfeiçoamento da atuação nos mercados externos reduz vulnerabilidades a choques tarifários. O Mercosul celebrou acordo com a União Europeia, com vigência provisória desde 1º de maio, zerando tarifas para mais de 5 mil produtos.

Avanços comerciais e perspectivas

Também houve avanço nas negociações com o Canadá, com retomada de conversas sobre livre-comércio entre Mercosul e Canadá desde outubro, diante da guerra tarifária promovida pelos EUA. O agronegócio abriu 58 novos destinos em 2025, gerando cerca de US$ 3,4 bilhões em faturamento adicional.

Especialistas destacam necessidade de agregar valor aos produtos para elevar a receita. Tal melhoria, porém, depende de investimentos e de avanços estruturais na economia nacional, que não aparecem com rapidez no radar público.

Mesmo diante do cenário de tarifas, a economia brasileira mostrou capacidade de adaptação, mantendo o fluxo de exportações e buscando novas frentes de mercado para sustentar o crescimento.

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