- A CVM revogou a regra que obrigava empresas listadas a divulgar informações financeiras ligadas à sustentabilidade.
- O presidente do Conselho Federal de Contabilidade, Joaquim Bezerra, contestou a decisão em painel no Fórum de Lisboa, em dois de junho.
- Bezerra afirmou que os relatórios de sustentabilidade devem ser tão rigorosos quanto as demonstrações financeiras para garantir segurança aos investidores globais.
- O recuo da CVM pode afetar a imagem do Brasil e a credibilidade do mercado de capitais brasileiro no exterior.
- O CFC informou que pretende recorrer da decisão junto à CVM e ressaltou que o Brasil foi o primeiro a adotar os padrões internacionais de divulgação de sustentabilidade do ISSB.
O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) contestou a decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que revogou a obrigação de divulgar informações financeiras ligadas à sustentabilidade por empresas listadas. A contestação ocorreu durante painel no Fórum de Lisboa, nesta terça-feira, 2.
Segundo o presidente do CFC, Joaquim Bezerra, os relatórios de sustentabilidade devem ter o mesmo rigor das demonstrações financeiras. Ele afirma que tais informações trazem segurança aos investidores globais e ajudam a preservar a credibilidade do país no exterior.
Bezerra ressaltou que o Brasil foi o primeiro país a incorporar, de forma obrigatória, padrões internacionais de divulgação de sustentabilidade do ISSB. O dirigente informou que o CFC pretende recorrer da decisão junto à CVM.
A decisão da CVM, que desobriga empresas listadas de divulgar esses dados, é vista pelo CFC como potencial impacto na imagem do mercado de capitais brasileiro. O órgão enfatiza a importância de manter a transparência para investidores internacionais.
A possibilidade de recurso já foi mencionada pelo CFC. A entidade pretende seguir os trâmites legais para contestar a revogação, buscando esclarecer impactos regulatórios e de governança corporativa associados à divulgação de sustentabilidade.
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