Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Incêndios ameaçam meios de subsistência de povos indígenas no Brasil

Fogo eleva devastação em Territórios Indígenas Alto Turiaçu, Uru-Eu-Wau-Wau e Apiaká do Pontal e Isolados, aumentando insegurança alimentar e impactos à saúde

Firefighters from the Chico Mendes Institute work to contain a forest fire and prevent it from reaching Chapada dos Veadeiros National Park, in Brazil’s northern Goiás state in 2025.
0:00
Carregando...
0:00
  • Em 2025, perdas de floresta associadas a povos isolados se destacaram em três territórios no Brasil, segundo dados do Global Forest Watch analisados pelo Mongabay.
  • Alto Turiaçu (Maranhão e Pará) perdeu 27.243 hectares de cobertura florestal em 2025, cerca de 93% dessa área foi causada por incêndios; grande parte é de florestas primárias.
  • Uru-Eu-Wau-Wau (Rondônia) registrou 19.639 hectares de perda, com incêndios respondendo por 97% do total, novamente principalmente em florestas primárias.
  • Apiaká do Pontal e Isolados (Mato Grosso) contabilizou 23.618 hectares perdidos em 2025, 99,7% devido a incêndios, quase todo em florestas primárias.
  • Organizadores apontam impactos diretos: ameaça à subsistência, à alimentação, à saúde pela fumaça, ao acesso a territórios e à transmissão de conhecimentos culturais.

A fumaça de incêndios derrubou os índices de desmatamento em três territórios indígenas no Brasil em 2025, segundo dados do Global Forest Watch analisados pela Mongabay. Os focos atingiram comunidades que vivem em isolamento voluntário, ampliando riscos à subsistência e à saúde. O fogo foi o principal motor da perda de cobertura florestal nesses territórios.

Indígenas dos territórios Alto Turiaçu, Uru-Eu-Wau-Wau e Apiaká do Pontal e Isolados relataram que as queimadas afetam práticas produtivas, biodiversidade e acesso a alimentos. O fogo reduz áreas de caça e coleta, além de dificultar a mobilidade e expor população a problemas respiratórios provocados pela fumaça.

Empresas e organizações locais destacam danos diretos a comunidades isoladas, com relatos de mortes de animais onipresentes na alimentação tradicional e de danos a habitações feitas de materiais vegetais. Em muitos casos, o fogo também sinaliza ocupação ilegal de terras, aumentando o medo entre os povos moradores.

Alto Turiaçu e impacto na comunidade isolada

A terra indígena Alto Turiaçu, que se estende por Maranhão e Pará, registrou alta devastação em 2025, com grande parte da perda causada por fogo. A área de 530,5 mil hectares teve queimada significativa, especialmente em florestas primárias, elevando a vulnerabilidade de comunidades que dependem do ecossistema para alimentação e rituais.

Lideranças Ka’apor apontam danos a animais de caça, além de impactos em ferramentas de moradia feitas de materiais da região. Entre os isolados do Igarapé Jararaca, a dependência de pesca e caça torna o fogo ainda mais perigoso, comprometendo a sobrevivência diária.

Organizações como CIMI informaram sobre incidentes de queimadas que resultaram em ferimentos, incluindo casos de jovens envolvidos em áreas afetadas. As autoridades locais têm sido acionadas para monitorar a situação, mas as causas permanecem associadas a atividades de fogo permissivo e ocupação de terras.

Uru-Eu-Wau-Wau e Apiaká do Pontal

O território Uru-Eu-Wau-Wau, em Rondônia, abriga povos tradicionais e comunidades isoladas, com extensão de quase 1,87 milhão de hectares. Em 2025 houve aumento expressivo de desmatamento, com o fogo respondendo pela maior parte da perda, principalmente nas florestas primárias, afetando várias etnias e grupos isolados.

No Apiaká do Pontal e Isolados, em Mato Grosso, a área de 982 mil hectares também registrou desmatamento relevante em 2025, com quase toda a perda causada por incêndios, novamente concentrada em áreas de floresta nativa. As informações indicam padrões semelhantes de vulnerabilidade entre os territórios analisados.

Estudiosos destacam que o fogo intensifica o risco de deslocamento de comunidades e de novos casos de infecção respiratória. Especialistas apontam que a pressão de ocupação ilegal de terras aumenta quando áreas são consumidas pelo fogo, elevando a tensão social e a insegurança de moradia.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais