- Magda Chambriard, presidente da Petrobras, disse no Fórum de Lisboa que guerras aceleram a transição energética e a busca por um novo patamar energético mundial.
- Ela citou a passagem dos preços do petróleo no começo de 2025, com US$ 83 no início do ano e US$ 59 em fevereiro, antes do conflito no Oriente Médio.
- Com a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, os preços subiram e chegaram a ficar acima de US$ 100 por barril, evidenciando urgência de substituição do petróleo.
- A executiva afirmou que a transição deve levar tempo, com efeitos que podem durar pelo menos quatro anos até voltarem a patamar de US$ 60 por barril.
- No Brasil, o processo exige investimento de R$ 1,2 bilhão por ano nos próximos 25 anos, representando mais da metade do investimento nacional; Chambriard participou do Gilmarpalooza, painel sobre os rumos da economia brasileira.
Magda Chambriard, presidenta da Petrobras, afirmou no Fórum de Lisboa que os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia acentuam a urgência de acelerar a transição energética e a substituição do petróleo como patamar mundial de referência. A executiva participou de painéis do evento nesta quarta-feira, 3 de junho, ao lado de autoridades, juristas e especialistas.
Segundo Chambriard, a recente inclinação dos preços do petróleo antes do agravamento dos conflitos mostrava que o mundo já buscava uma mudança estrutural no setor energético. Ela destacou que, no início de 2025, o preço do barril oscilava entre US$ 83 e US$ 59, sinalizando uma movimentação que, na visão dela, aponta para uma tendência de transição.
A queda inicial de custos, associada a cenários de demanda e oferta, contrasta com o atual movimento de alta dos preços, que ultrapassou a casa de US$ 100 por barril em meio aos conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A presidente da Petrobras afirmou que esse choque reforça a necessidade de acelerar investimentos em novas tecnologias e pesquisas para ampliar a diversificação energética.
Chambriard informou ainda que a transição não ocorrerá rapidamente. Segundo ela, o repique dos preços tende a provocar efeitos além do término imediato dos conflitos, com impactos que devem perdurar por pelo menos quatro anos até retornar a patamares próximos de US$ 60 o barril.
No contexto brasileiro, a presidente destacou que o processo exige investimentos de cerca de R$ 1,2 bilhão por ano nos próximos 25 anos, representando mais da metade do esforço financeiro necessário para a transição energética no país. A fala dela ocorreu durante o painel Os rumos da economia brasileira, parte do Fórum de Lisboa, evento anual promovido em Portugal.
O Fórum de Lisboa, organizado pelo ministro decano do STF, Gilmar Mendes, reúne autoridades, juristas, políticos e especialistas para discutir temas de direito, economia, democracia e políticas públicas. O encontro ocorre entre 1º e 3 de junho e destaca a participação de representantes brasileiros e europeus em debates de alto nível.
Entre na conversa da comunidade