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CNI: impactos da nova taxa dos EUA sobre o Brasil são relevantes

Tarifa de 12,5% dos EUA sobre produtos brasileiros pode provocar queda de empregos e desvio de comércio, com consulta pública em julho

Pessoa realizando soldagem em oficina, usando máscara de proteção, luvas e uniforme camuflado com avental. O arco de luz indica o processo ativo de solda sobre peça metálica presa em objeto vermelho.
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  • Escritório de Comércio dos Estados Unidos propõe cobrança de 12,5% sobre todos os produtos importados do Brasil, com base na seção 301, devido a falhas no combate ao trabalho forçado.
  • A nova sobretaxa ocorreria após a aplicação de uma tarifa anterior de 25% e passará por consulta pública em julho.
  • Marcelo Azevedo, da Confederação Nacional da Indústria, disse que os impactos são bastante relevantes para a indústria brasileira.
  • Segundo ele, as tarifas já levaram empresas a buscar novos mercados, mas essa transição envolve custos e não substitui totalmente o mercado americano.
  • O dirigente pediu diálogo entre Brasil e Estados Unidos para minimizar danos à economia, principalmente em regiões com maior dependência do comércio com o país vizinho.

O Escritório de Comércio dos Estados Unidos propôs aplicar uma sobretaxa de 12,5% sobre todos os produtos importados do Brasil. A medida, embasada na seção 301 da Lei de Comércio de 1974, seria justificável pela alegada falha do Brasil no combate ao trabalho forçado.

A decisão, anunciada em meio a uma disputa anterior que já previa uma sobretaxa de 25%, depende de consulta pública prevista para julho antes da implementação definitiva. O objetivo é punir práticas associadas ao trabalho forçado no país.

Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da CNI, afirmou que os impactos podem ser significativos para a indústria brasileira. Ele destacou que as tarifas elevadas elevam custos e reduzem a competitividade de exportações.

Segundo o dirigente, empresas nacionais buscaram novos mercados no ano passado devido às tarifas, mas a transição envolve custos de adaptação e não substitui totalmente o mercado norte-americano. O diálogo entre os dois governos é enfatizado como essencial.

Azevedo ressaltou ainda que, em regiões com forte dependência do mercado dos EUA, a consequência pode incluir perda de empregos caso as exportações sejam prejudicadas. O governo brasileiro é apontado como crucial para reduzir danos à economia.

Entre os desdobramentos, há a expectativa de que a indústria nacional precise fortalecer cadeias produtivas e buscar parceiros adicionais, sem abandonar totalmente o mercado americano, que continua a ter importância estratégica para diversos setores.

A CNI reforça a necessidade de um processo aberto de consulta e de medidas de apoio a setores sensíveis, para mitigar impactos negativos enquanto o Brasil busca soluções negociadas com os EUA.

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