- Atrasos em projetos de data centers para IA são atribuídos à demora de autorizações para conectar às redes elétricas e à escassez na cadeia de suprimentos, segundo JP Morgan/pelo Wall Street Journal.
- O relatório indica que sessenta por cento da capacidade prevista para 2027 ainda não começou e sete por cento está atrasada.
- A Agência Internacional de Energia estima que data centers consomem um por cento da energia global, e esse percentual pode dobrar neste ano.
- Big techs buscam soluções próprias de energia: o Google comprou a Intersect por US$ 4,75 bilhões; a Microsoft firmou contrato de vinte anos com a Constellation para reativar uma usina nuclear na Pensilvânia.
- O Google firmou acordo com a Voltus para fornecer até cem megawatts de capacidade elétrica a partir da rede PJM, com a Voltus gerenciando recursos como baterias.
O atraso na expansão de data centers para suportar a IA tem preocupações de abastecimento e de conectividade. Segundo análise do JP Morgan, citada pelo Wall Street Journal, as licenças para ligar esses centros a redes elétricas enfrentam demoras em várias regiões, contribuindo para o atraso global.
A escassez na cadeia de suprimentos agrava o problema e, segundo o levantamento, 60% da capacidade prevista para 2027 ainda não iniciou a construção, enquanto 7% permanece atrasada. A demanda por energia dessas infraestruturas tem aumentado de forma relevante.
Relatório aponta impactos significativos no cronograma e na viabilidade financeira de projetos, principalmente para grandes operadoras de tecnologia. Dados indicam que a maior parte dos centros depende de autorizações rápidas para manter a agenda de implantação.
Grandes empresas buscam alternativas de energia
Além das licenças, dificuldades na obtenção de turbinas a gás e transformadores elétricos elevam a demora. O Google, por exemplo, anunciou em dezembro de 2025 a aquisição de uma empresa de energia limpa, a Intersect, por US$ 4,75 bilhões.
A Microsoft fechou acordo de 20 anos com a Constellation para restaurar uma estação nuclear na Pensilvânia, com operação prevista para sustentar a demanda futura. Essas iniciativas visam reduzir a dependência de redes públicas.
Ainda segundo a análise, o Google tem avançado em eficiência energética e, recentemente, firmou um acordo de três anos com a Voltus. A parceria prevê disponibilizar até 100 megawatts de capacidade elétrica por meio de gestão de recursos da rede PJM.
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