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Druckenmiller lidera retorno de Wall Street às ações argentinas

Investidores estrangeiros retomam ações argentinas; expectativa de reclassificação do ETF MSCI Argentina pode aumentar entradas automáticas e sustentar ganhos do S&P Merval

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  • Investidores estrangeiros, liderados por Stanley Druckenmiller, estão retornando às ações argentinas neste ano, após saídas durante o ciclo eleitoral de 2025.
  • Fluxos para o ETF Global X MSCI Argentina subiram para US$ 63 milhões neste ano, impulsionados pela expectativa de reclassificação do fundo em junho.
  • A chance de o ETF subir de status pode atrair entradas automáticas de fundos passivos que acompanham índices de fronteira ou emergentes.
  • O índice S&P Merval avançou quase 10% em maio, em dólar, atingindo o maior nível desde a vitória do bloco de Milei em outubro; desde a eleição, o índice subiu cerca de 54%.
  • A Duquesne Capital, de Druckenmiller, comprou US$ 128 milhões em ações da YPF no primeiro trimestre, além de ampliar posições em Vista Energy e no próprio ETF MSCI Argentina.

Aercência de investidores estrangeiros, liderados pelo bilionário Stanley Druckenmiller, retorna às ações argentinas neste ano. Motivo central: expectativa de reclassificação do ETF Global X MSCI Argentina, que pode mudar o acesso a fundos internacionais.

Os fluxos para o principal veículo de entrada de capital externo do país somam US$ 63 milhões neste ano, impulsionados pela possibilidade de o ETF ser elevado de “mercado isolado” para fronteira ou emergente. A mudança facilitaria entradas automáticas de fundos indexados.

O desempenho do S&P Merval em maio mostrou alta de quase 10% em dólar, atingindo o maior nível desde a vitória da coalizão de Milei em outubro. A temporada de ganhos desde a posse de Milei totaliza valorização de 54%.

Duquesne Capital, escritório familiar de Druckenmiller, registrou compras de US$ 128 milhões na YPF no primeiro trimestre. A estatal de energia lidera avanços com produção de petróleo em campos de xisto, elevando ações a máximas de 20 anos.

A Duquesne também aumentou participação em Vista Energy e no ETF MSCI Argentina. Um porta-voz da firma não respondeu a pedido de comentário.

Morgan Stanley, UBS e Goldman Sachs também adquiriram o ETF argentino no 1º trimestre, segundo registros regulatórios. JPMorgan Chase adquiriu ações da Vista, enquanto Citigroup investiu no Grupo Financiero Galicia.

A avaliação de mercados aponta que há maior apetite por ações argentinas do que por títulos soberanos, com foco em nomes de maior potencial de valorização em energia, como YPF e Vista. A visão é de que fatores setoriais pesam mais no curto prazo que a dívida pública.

Mudanças de status do ETF da Argentina

A possibilidade de reclassificação do ETF da Argentina sustenta o otimismo: elevar o status para mercado de fronteira pode abrir entradas de fundos passivos. A Argentina permanece como mercado isolado desde o ano passado, limitando acesso a algumas cestas de referência globais.

Especialistas destacam que grandes investidores podem antecipar movimentos de reclassificação. O mercado observa também o fortalecimento de reservas do banco central e a relativa estabilidade do peso, frente a volatilidade externa.

Caso a Argentina avance para o status de emergente, estimativas apontam até US$ 5 bilhões em entradas adicionais. Econistas destacam que continuidade de políticas estáveis seria crucial para esse fluxo.

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