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Febraban em Lisboa aponta mal-entendido dos EUA sobre o Pix

Febraban vê mal-entendido dos EUA sobre Pix; governo, BC e setor vão prestar esclarecimentos; decisão de tarifas, prevista para quinze de julho, depende de Trump

Isaac Sidney, presidente da Febraban, durante almoço de dirigentes de bancos em São Paulo
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  • A Febraban afirmou que a ofensiva dos EUA sobre o Pix decorre de um possível mal-entendido e que o sistema de pagamentos brasileiro é regulado e supervisionado.
  • Dirigentes destacaram que o governo brasileiro, o Banco Central e o setor bancário estão prontos a prestar esclarecimentos sobre o Pix.
  • O presidente da Febraban disse que não há evidência de trilho para recursos ilícitos no Pix e que o sistema não deve sofrer impactos por desinformação.
  • A decisão final sobre a tarifa proposta pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) está prevista para 15 de julho e depende de Trump, com audiência já marcada para esclarecimentos.
  • O governo brasileiro percebe motivação política na atuação norte-americana, associando o tema a disputas comerciais envolvendo a gestão de Donald Trump e figuras políticas brasileiras.

Em Lisboa, a Febraban afirmou que a ofensiva dos EUA sobre o Pix decorre de um mal-entendido. O tema foi discutido durante debates do Fórum de Lisboa, coordenado pelo ministro Gilmar Mendes do STF. A entidade reforçou que não há evidências de anticompetitividade no Pix.

O presidente da Febraban, Isaac Sidney, disse a jornalistas que o governo brasileiro, o Banco Central e o setor bancário estão prontos para prestar esclarecimentos. Segundo ele, o Pix não serve de trilho para recursos ilícitos, pois o sistema é regulado e supervisionado pelo BC.

O ex-diretor do BC afirmou que o sistema de pagamentos não deve sofrer impactos significativos. Sidney destacou que há uma audiência marcada para esclarecimentos, no âmbito da decisão do Escritório do Representante de Comércio dos EUA sobre tarifas.

Tarifa e motivações nações e empresas

Diversos setores foram citados na proposta de sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros. O movimento envolve o USTR e uma avaliação de práticas consideradas desleais pela gestão de Donald Trump. A decisão final está prevista para 15 de julho e depende de avaliação política e econômica.

O governo brasileiro é visto como buscando espaço para negociação com os EUA. A cobrança foi associada a pressões comerciais, com a referência a uma reunião entre autoridades brasileiras e o presidente Trump. Flávio Bolsonaro esteve com Trump em Washington recentemente, o que alimenta a leitura de motivação política pela Casa Branca.

Fonte apontada como base para as discussões indica que o BC brasileiro foi acusado de favorecer o Pix em comparação a outros meios de pagamento, o que tem gerado debate sobre tratamento regulatório. O tema permanece sob monitoramento em Brasília e em Washington.

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