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Geopolítica e guerra comercial elevam cautela nos mercados globais

Mercados globais operam com cautela diante da escalada EUA-Irã; petróleo sobe, bolsas recuam na Europa e há incerteza sobre tarifas americanas

Foto: rarrarorro / Getty Images
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  • Mercados globais operam com cautela diante da escalada entre Estados Unidos e Irã, com novos ataques atribuídos a Teerã a alvos no Bahrein e no Kuwait.
  • Na Europa, as principais bolsas recuam; nos EUA, há proposta de ampliar tarifas para sessenta países, incluindo parceiros da União Europeia; na Ásia, fechamento geral em alta, impulsionado por tecnologia.
  • Os preços do petróleo seguem em alta pelo terceiro pregão, com o Brent a US$ 98,24 e o WTI a US$ 95,95, reflexo das tensões no Oriente Médio e de ações de autodefesa dos EUA.
  • No cenário doméstico, a possibilidade de tarifa adicional de vinte e cinco por cento provoca reação política mais do que impacto imediato, com decisão prevista para quinze de julho após audiências públicas.
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou os Estados Unidos, ligando as medidas tarifárias a laços entre a família Bolsonaro e Donald Trump; governo aponta ganhos políticos caso oposição seja associada ao custo de uma escalada tarifária.

Os mercados globais operam com cautela nesta quarta-feira, diante da escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã. Novos ataques atribuídos a Teerã contra alvos no Bahrein e no Kuwait aumentam a apreensão sobre a estabilidade no Oriente Médio. Investidores também acompanham o descolamento entre o governo de Donald Trump e Israel.

A semana reúne sinais de volatilidade: bolsas na Europa recuam diante da escalada geopolítica e da proposta dos EUA de ampliar tarifas para 60 países, inclusive parceiros da União Europeia. Na Ásia, as maiores regiões fecharam em alta, impulsionadas pelo desempenho de empresas de tecnologia.

No mercado de commodities, o petróleo segue em alta pelo terceiro pregão. O Brent para agosto sobe 2,33% a US$ 98,24, enquanto o WTI para julho avança 2,34%, para US$ 95,95. Os preços repercutem os bombardeios realizados por forças americanas na ilha iraniana de Qeshm, considerados como resposta autodefensiva.

Mercado doméstico e reação política

No Brasil, a provável tarifa adicional de 25% atraiu mais a atenção política que o impacto financeiro imediato. Bolsa, dólar e juros registraram reação contida, com avaliação de que a medida pode mudar até a decisão final de 15 de julho, após audiências públicas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou os Estados Unidos, citando supostas mentiras e buscando vincular a medida à relação entre a família Bolsonaro e Trump. Governo sinaliza ganhos políticos caso a oposição seja associada aos custos da escalada tarifária.

Perspectivas e impactos

Analistas ressaltam que o descompasso entre políticas comerciais pode manter o cenário de incerteza global. Mercados avaliam rapidamente novas informações sobre negociações diplomáticas, possíveis alterações no pacote tarifário e impactos econômicos setoriais.

Fontes oficiais destacam que o tema permanece em fase de definição preliminary, com decisões sujeitas a negociações e audiências públicas. Acompanham-se, ainda, desenvolvimentos na região do Golfo e na relação entre Washington e aliados internacionais.

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