- Governo Lula classifica a nova ameaça de tarifa dos EUA como protecionista e unilateral e fala em reciprocidade.
- A gestão de Donald Trump propõe tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, após investigação sobre uso de trabalho forçado.
- Brasil diz que pode recorrer à reciprocidade e espera que a proposta não seja efetivada.
- Nota oficial critica associar competitividade à violação de dignidade humana e afirma que o Brasil é referência no combate ao trabalho forçado.
- O contexto envolve críticas aos Bolsonaro, reuniões de Flávio Bolsonaro com autoridades americanas e uso político da pauta na corrida eleitoral de outubro.
O governo brasileiro de Luiz Inácio Lula da Silva classificou como protecionista e unilateral a nova ameaça de tarifa dos EUA contra produtos brasileiros. A declaração foi feita em nota oficial nesta quarta-feira, 3 de junho de 2026, em Brasília.
A administração de Donald Trump propôs uma tarifa de 12,5% para diversos países, em resposta a uma investigação sobre uso de trabalho forçado. O Brasil afirma que a medida não tem amparo na legislação de comércio internacional.
Segundo o governo brasileiro, há espaço para uso de mecanismos de reciprocidade caso haja injustiças contra o Estado brasileiro. A nota também ressalta que o Brasil é referência no combate ao trabalho forçado, reconhecido pela Organização Internacional do Trabalho.
A nota recorda que na segunda-feira anteriores também houve menção de novas tarifas, com decisão ainda dependente de Trump. O governo afirma que não aceitará medidas que prejudiquem a relação bilateral sem base legal.
Ainda na conjuntura, o governo citou a atuação da família Bolsonaro, com ligações à política externa norte-americana, como backdrop para a discussão. O objetivo é evitar danos à posição brasileira diante de investigações comerciais.
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