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Governo marca dois leilões de baterias, com e sem conteúdo local

Governo marca dois leilões de baterias em dezembro: um com conteúdo local obrigatório e outro aberto, mirando 2 GW e R$ 10 bilhões de investimentos

Governo marca dois leilões de baterias: com e sem conteúdo local
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  • Governo marca dois leilões de baterias em dezembro: 2 de dezembro com conteúdo local e 4 de dezembro aberto a todos os fornecedores.
  • Volumes totalizam 2 gigawatts de capacidade, com investimentos estimados em cerca de R$ 10 bilhões, conforme a ABSAE.
  • Vencedores terão início de operação em agosto de 2028 e assinarão contratos de suprimento de quinze anos com receita fixa reajustada pelo IPCA.
  • Empresas nacionais como WEG e Grupo Moura competem com chinesas (BYD, CATL, Huawei) e com investidores como Tesla; a Petrobras também acompanha o processo.
  • As regras privilegiam nacionalização para o leilão exclusivo e levam em conta a capacidade produtiva brasileira para o leilão aberto.

O governo definiu a realização de dois leilões de baterias para armazenamento de energia em dezembro. O certame com conteúdo local terá data em 2 de dezembro, e o aberto a todos os fornecedores em 4 de dezembro. Os contratos preveem início de operação a partir de agosto de 2028.

A decisão foi apresentada como solução para avanços na definição de exigências de nacionalização. Fontes do setor classificaram as regras como restritivas, criadas para proteger uma indústria local ainda em desenvolvimento.

Do lado internacional, a cadeia de fornecimento é fortemente liderada por chineses como BYD, CATL e Huawei. Entre os brasileiros, a WEG e o Grupo Moura aparecem como concorrentes relevantes, com a WEG investindo numa fábrica em Itajaí para baterias de armazenamento.

Paralelamente, os fornecedores nacionais devem montar equipamentos localmente em parceria com empresas chinesas, já que não detêm a tecnologia da célula química. Há expectativa de que o preço oscile com a entrada de mais concorrentes, reduzindo o capex e os lances.

Nos termos do edital, o leilão aberto definirá volumes com base na capacidade produtiva nacional e na demanda do sistema elétrico. O leilão com conteúdo local restringe-se a projetos que cumpram requisitos mínimos de nacionalização previstos em regulamento do BNDES.

Os vencedores deverão entregar sistemas de armazenamento com início de operação em 2028 e firmar contratos de suprimento com 15 anos de duração, com receita fixa reajustada pelo IPCA. O governo já sinalizou o interesse público nesse movimento.

Entre os potenciais participantes estão empresas como AXIA Energia, ISA Energia, Auren, Engie e Petrobras, além de grandes players internacionais. A Tesla também tem manifestado interesse em disputar fatia do mercado brasileiro.

O total contratado nos dois leilões deve chegar a 2 gigawatts de capacidade, com investimentos estimados em cerca de 10 bilhões de reais, segundo a ABSAE. O avanço marca etapa relevante para o segmento de armazenamento no país.

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