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Governo vê absurda a conclusão dos EUA sobre trabalho forçado e reciprocidade

Brasil contesta conclusão dos EUA sobre trabalho forçado, diz ter direito de recorrer pela Lei de Reciprocidade e buscar reduzir danos à economia

Governo chama de ‘absurda’ conclusão dos EUA sobre trabalho forçado no País e fala em reciprocidade
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  • O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços publicou nota dizendo que o Brasil tem o direito de recorrer da investigação dos EUA sobre trabalho forçado, pelos instrumentos da Lei de Reciprocidade.
  • O governo discorda profundamente da conclusão norte-americana e afirma ser “lamentável” que o tema tenha sido usado para justificar medidas protecionistas.
  • Segundo a nota, é absurdo vincular a competitividade da economia brasileira a insumos obtidos por meio de comércio que viole a dignidade humana; o Brasi reservou-se o direito de recorrer.
  • A nota ressalta que acordos entre Brasil e Mercosul incluem compromisso de eliminar o trabalho forçado e que o Ministério do Trabalho continua aberto à cooperação com os EUA.
  • O governo espera que as recomendações preliminares do USTR não se transformem em tarifas e afirma que adotará medidas para reduzir os danos à economia, empregos e renda; os EUA propuseram tarifa de 12,5% sobre o Brasil e outros 58 países.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) publicou uma nota nesta quarta-feira, 3, afirmando que o Brasil tem o direito de recorrer da investigação dos EUA sobre trabalho forçado por meio dos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade. A pasta sustenta que a conclusão norte-americana é inadequada e criticada por desvirtuar o tema para justificar medidas protecionistas.

O governo brasileiro discorda de forma veemente da conclusão dos Estados Unidos e classifica como lamentável o uso político do tema. A nota ressalta que associar a competitividade brasileira a insumos obtidos por meio de comércio que viole a dignidade humana é inaceitável, e reforça o direito de recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional.

Declaração oficial e base de atuação

A nota do Mdic destaca que acordos entre Brasil e Mercosul são compromissos para eliminar o trabalho forçado. O Ministério do Trabalho permanece disponível para cooperação com os EUA no tema. O texto também destaca que recomendações preliminares do USTR não devem ser convertidas em tarifas.

Impactos e próximos passos

O governo afirma que adotará medidas para reduzir danos de tarifas à economia, ao emprego e à renda brasileira, caso haja medidas efetivas. A expectativa é manter o diálogo com os Estados Unidos e evitar impactos mais amplos sobre o comércio externo.

Contexto internacional

Informações da própria imprensa indicam que, na véspera, os EUA propuseram uma tarifa de 12,5% na investigação sobre trabalho forçado, atingindo também a União Europeia e outros 58 países. A ação faz parte de uma etapa da chamada seção 301, que já apontou inconformidades adicionais no Brasil.

O que vem a seguir

O governo brasileiro reafirma o compromisso com a cooperação bilateral e com o mecanismo de Reciprocidade para enfrentar eventuais injustiças comerciais. Novas medidas serão adotadas de acordo com a evolução das notificações oficiais e das respostas norte-americanas. Fonte: governo brasileiro.

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