- Indústrias extrativas cresceram 6,4% em quatro meses; indústria de transformação subiu 4,1% no mesmo período, segundo a PIM-PF do IBGE.
- A indústria como um todo avançou 4,4% nesse intervalo.
- Na sequência, as extrativas registram alta de 7,5% em cinco meses; derivados de petróleo e biocombustíveis aumentaram 17,4% no mesmo prazo.
- O gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo, aponta que guerra no Oriente Médio influencia esses setores, com empresas buscando ampliar a produção para conter os preços do petróleo.
- A desaceleração da indústria de transformação é relacionada aos juros elevados, já que a política monetária tem efeito sobre a produção.
As indústrias extrativas cresceram 6,4% em quatro meses, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do IBGE. O setor de transformação registrou alta de 4,1% no mesmo período. A indústria como um todo avançou 4,4%.
Na sequência, as indústrias extrativas acumularam alta de 7,5% em cinco meses. Já a produção de derivados de petróleo e biocombustíveis teve aumento acumulado de 17,4% nesse intervalo.
O gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo, atribui parte do desempenho ao contexto internacional. A guerra no Oriente Médio tem influenciado empresas do segmento a ampliar a produção para conter a valorização dos preços do petróleo no mercado internacional, devido ao fechamento estratégico do estreito de Hormuz.
Segundo Macedo, o ritmo mais fraco da indústria de transformação reflete ainda a política monetária. Ele aponta que a taxa Selic elevada tem impactos na produção, mesmo com margens positivas em alguns segmentos.
A divulgação reforça que alterações conjunturais externas podem ampliar a volatilidade da indústria, especialmente nos setores ligados a commodities e energia. Os números ajudam a mapear o efeito de choques globais sobre a indústria brasileira.
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