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Investimentos internacionais ganham força no Brasil diante tarifas e risco fiscal

Investidores aceleram diversificação global ante tarifas, petróleo em alta e risco fiscal no Brasil, buscando proteção de longo prazo

Foto: Reprodução BM&C NEWS
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  • Marcela Rocha, CIO da Avenue, diz que investimentos internacionais ganham força diante de guerras, tensões geopolíticas, tarifas, juros elevados e dúvidas sobre a economia dos EUA, destacando a importância da diversificação.
  • Mesmo com conflitos, os mercados continuam olhando para fundamentos; a volatilidade aumenta, mas não leva investidores a abandonar posições de longo prazo.
  • O tarifaço de Donald Trump elevou tarifas, porém houve dificuldade de sustentar a escalada contra a China; a maior decepção foi não conseguir ampliar significativamente as pressões sobre Pequim.
  • Tensões entre Estados Unidos e Irã elevam o risco para os mercados; se o petróleo ficar em patamar alto, pode impactar inflação, cadeias de suprimentos e atividade econômica.
  • Diversificação internacional não deve depender apenas da variação cambial; acessar propostas globais amplia setores e regiões, ajudando a reduzir a dependência do Brasil, que ainda enfrenta fragilidade fiscal.

No Global Wallet, Marcela Rocha, CIO da Avenue, analisa como geopolítica, juros, dólar e risco fiscal no Brasil moldam os investimentos internacionais. O cenário atual mistura tensões geopolíticas, tarifas e dúvidas sobre a economia americana, elevando a importância da diversificação global.

Marcela afirma que a instabilidade se tornou mais persistente, exigindo separar ruídos de curto prazo de tendências estruturais. A estratégia de investimento precisa combinar alocação ativa, discernimento de horizonte e consistência com fundamentos.

Atenção aos fundamentos das empresas continua central na escolha de ativos. Mesmo com conflitos e tarifas, mercados globais mantêm foco em resultados corporativos fortes, juros mais altos e volatilidade controlada em muitas regiões.

Cenário macro e tarifas

O debate sobre o pacote tarifário deDonald Trump aparece como limite para negociações econômicas. A estratégia aponta que altas tarifas podem pressionar manufatura, mas não garantem escalada sustentável contra a China.

Marcela aponta que a reação americana às tarifas foi menos determinante do que o efeito da tensão com Pequim, já que a pressão tarifária não resolveu a disputa comercial de forma conclusiva.

Petróleo, Irã e risco inflacionário

A tensão entre EUA e Irã aparece como fator de risco mais sensível do que o desbloqueio tarifário. Uma escalada prolongada pode elevar o preço do petróleo, afetar cadeias de suprimento e pressionar a inflação por mais tempo.

Segundo a CIO da Avenue, o petróleo acima de US$ 100 por barril é um gatilho perigoso para a economia, pois pode alterar custos de energia, consumo e investimentos.

Diversificação internacional e câmbio

Ao tratar de alocação fora do Brasil, Marcela destaca que a decisão não deve depender apenas do câmbio momentâneo. Diversificação em dólar amplia acesso a setores, regiões e teses não disponíveis localmente.

Mesmo com volatilidade global, o mercado americano já mostrou valorização expressiva por fundamentos robustos, sugerindo que o timing de entrada pode borrar oportunidades relevantes.

Brasil, fiscal e atratividade de fluxo

O Brasil tem pontos positivos para captação de recursos, como juros elevados, commodities e minerais críticos. Contudo, o problema fiscal permanece como principal entrave a uma trajetória estável frente a choques externos.

Marcela ressalta que a dívida e a imprevisibilidade política elevam a vulnerabilidade a volatilidades externas, independentemente do cenário internacional.

Risco institucional e governança

A diferença institucional entre Brasil e Estados Unidos fica evidente na autonomia do Fed e na composição de seus comitês. No Brasil, a independência do Banco Central avançou, mas ainda enfrenta pressões eleitorais.

Marcela aponta que a previsibilidade das regras e a governança das instituições reduzem ruídos políticos sobre decisões econômicas, mesmo diante de críticas externas.

Olhar o portfólio como proteção de longo prazo

A conclusão é que a diversificação internacional deve ser parte estrutural do patrimônio, não apenas reação a crises locais. Mesmo quem vive no Brasil sente o impacto do dólar no consumo e em itens da cesta.

Para Marcela, manter exposição global reduz a dependência de ciclos políticos e econômicos locais, mantendo o portfólio protegido em cenários de conflito, tarifas e volatilidade.

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