- O Itamaraty confirmou que as duas sobretaxas são cumulativas e podem chegar a 37,5% para o Brasil.
- A cobrança baseia-se em 12,5% prevista no documento do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que inclui Brasil e mais 59 economias.
- Além disso, há uma segunda medida ligada a uma investigação comercial específica sobre o Brasil.
- O governo trabalha nos próximos passos das negociações e vê brechas; a audiência para a ação está marcada para 6 de julho, com aplicação da medida corretiva em 15 de julho.
- Fontes diplomáticas apontam que o movimento pode ter motivação ligada a punição de países que abrigam empresas chinesas, com o governo brasileiro mencionando viés político na primeira taxação.
O Itamaraty informou que as duas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra o Brasil terão efeito cumulativo. Ao todo, o Brasil pode ser sobretaxado em 37,5% se a medida não for negociada.
A cobrança incorpora um patamar de 12,5%, conforme documento divulgado pelo USTR, que inclui o Brasil e outras 59 economias que teriam se omitido ao tomar medidas contra o comércio de mercadorias provenientes de trabalho forçado.
A nova taxa faz parte de uma ação ligada a uma investigação comercial específica sobre o Brasil, anunciada pelo mesmo órgão na véspera. O governo brasileiro trabalha nos próximos passos das negociações e vê brechas para um entendimento.
Próximos passos e contexto
Fontes da diplomacia mencionam a possibilidade de que o movimento tenha motivação política do governo americano, segundo leituras internas. A audiência sobre a ação proposta pelo USTR está marcada para 6 de julho, com prazo de aplicação da medida corretiva em 15 de julho.
Entre na conversa da comunidade